Karren Brady, vice-presidente polémica do West Ham, abandona o cargo após 16 anos no clube

Karren Brady durante os quartos de final da Taça de Inglaterra entre o West Ham e o Leeds
Karren Brady durante os quartos de final da Taça de Inglaterra entre o West Ham e o LeedsMI News/NurPhoto / Shutterstock Editorial / Profimedia

A vice-presidente do West Ham, Karren Brady, deixou o seu cargo no clube após 16 anos, anunciou esta terça-feira a equipa ameaçada pela despromoção, colocando fim a um mandato marcado por uma transformação comercial, mas também pela insatisfação dos adeptos.

Karren Brady integrou a direção do West Ham em 2010, depois de os co-presidentes David Sullivan e David Gold terem concluído a aquisição do clube da Premier League.

Brady desempenhou um papel fundamental na mudança do West Ham de Upton Park, que foi o estádio do clube durante mais de cem anos, para o Estádio de Londres, em 2016, um acordo que aumentou substancialmente a lotação em dias de jogo para cerca de 60.000 lugares.

"Foi um privilégio trabalhar ao lado da Direção, da administração, dos jogadores, dos funcionários e dos adeptos do West Ham United", afirmou Brady em comunicado.

"Juntos alcançámos marcos notáveis, mas o momento mais especial para mim será sempre levantar o troféu da UEFA Europa Conference League – um instante que ficará comigo para sempre", acrescentou, referindo-se à conquista de 2023.

Apesar dos avanços comerciais, Karren Brady tornou-se uma figura divisiva entre os adeptos do West Ham, alvo de críticas pela transição de Upton Park para o Estádio de Londres, pelo aumento dos preços dos bilhetes e por não ter capitalizado a conquista da Conference League.

O West Ham está atualmente a lutar pela permanência na Premier League, encontrando-se apenas dois pontos acima do 18.º classificado, o Tottenham.

Futebol