Recorde aqui as incidências do encontro
O Etihad foi o palco de um duelo decisivo entre o mestre e o aprendiz (Guardiola e. Arteta), com os gunners pressionados a afastar o fantasma de eternos facilitadores. No entanto, os nervos traíram a equipa londrina cedo demais: Erling Haaland quase intercetou um passe perigoso de Gabriel para David Raya, e Rayan Cherki enviou uma bola ao poste logo nos primeiros minutos.

Erros capitais e instabilidade defensiva
Apesar de o Arsenal ter tentado recuperar a compostura, foi mesmo Cherki a desferir o primeiro golpe. O jovem talento recebeu de Matheus Nunes, bailou perante Gabriel e Declan Rice antes de disparar um remate cruzado para o fundo das redes, assinando o seu 10.º golo na temporada.
A alegria dos anfitriões durou pouco, fruto de um erro clamoroso apenas dois minutos depois. De forma atípica, Gianluigi Donnarumma tardou a soltar a bola e permitiu a pressão de Kai Havertz, que intercetou o passe e a bola levou caprichosamente a direção da baliza para restabelecer a igualdade. O jogo entrou numa fase de parada e resposta, com ambas as defesas a mostrarem-se invulgarmente permissivas, mas o nulo manteve-se até ao intervalo.
No reatamento, o City desperdiçou duas oportunidades soberanas: Khusanov viu um remate ser bloqueado e Haaland acertou no ferro. O Arsenal sentia dificuldades em ligar o seu jogo, mas ainda ameaçou num contra-ataque rápido conduzido por Eze e Odegaard, que obrigou Donnarumma a redimir-se perante Havertz.
Haaland impõe a lei do mais forte
A toada de bolas nos ferros continuou com Eberechi Eze a acertar no poste, mas seria o suspeito do costume a recolocar o City na frente. Após um excelente trabalho de Doku e Nico O'Reilly no flanco esquerdo, Haaland ganhou no corpo a Gabriel e finalizou de forma implacável na pequena área.
O Arsenal acusou o golpe, mas não baixou os braços. Gabriel Magalhães acertou no poste e, pouco depois, o escapou à expulsão após um desentendimento com Haaland, onde esboçou uma cabeçada na direção do norueguês. No último fôlego, já aos 90+5 minutos, Havertz ainda viu um cabeceamento passar a rasar a trave, mas o destino estava traçado.
Com esta derrota no confronto direto — a quarta consecutiva em provas internas, incluindo a final da Taça da Liga —, o Arsenal vê a sua seca de 22 anos sem títulos de campeão seriamente ameaçada. Por outro lado, o Manchester City parece ter colocado aumentado a velocidade na perseguição ao quinto título em seis épocas.
