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A precisar desesperadamente de pontos para evitar a primeira despromoção desde 1976/77, a equipa de Roberto De Zerbi entrou em campo sob enorme pressão. O início foi pouco prometedor, com os londrinos a revelarem as dificuldades habituais no último terço, e a sorte quase lhes virava as costas quando Micky van de Ven desviou uma bola contra o próprio poste após um livre lateral.

O susto serviu de despertador. Pouco antes do intervalo, Xavi Simons tirou um coelho da cartola e, com um "chapéu" magistral sobre a defesa do Brighton, isolou Pedro Porro. O ex-Sporting antecipou-se a Verbruggen e cabeceou para o fundo das redes, fazendo explodir o estádio. Simons quase dilatou a vantagem logo a seguir, acertando no poste, antes de Verbruggen negar o bis a Porro com uma defesa quase impossível.
Contudo, fiel ao estilo trágico desta época, o Tottenham permitiu o empate ainda antes do descanso. O recém-entrado Kaoru Mitoma, lançado após lesão de Diego Gómez,com um vólei de pé esquerdo de classe pura, fuzilou a baliza após cruzamento de Pascal Gross.
Na segunda parte, o jogo tornou-se uma batalha de parada e resposta. João Palhinha saltou do banco e foi responsável pela melhoria da equipa, ficando perto de marcar na recarga a um remate de Simons. Mas seria o neerlandês a voltar a brilhar. Ao fletir para o meio, Simons soltou um míssil de fora da área que entrou após bater no poste, devolvendo a liderança aos homens da casa.
Quando a vitória parecia finalmente garantida, o pesadelo regressou. No quinto minuto de compensação, Danso errou e permitiu uma recuperação dentro da área londrina, com Georginio Rutter a aparecer solto de marcação para fazer o 2-2 final. O golo foi celebrado em Nottingham e no este de Londres (pelos rivais diretos na manutenção), mantendo o Tottenham nos lugares de descida a apenas cinco jornadas do fim.
