As tensões atingiram o auge depois de Espanha conquistar o seu segundo título mundial graças a um golo marcado no prolongamento pelo extremo Ferran Torres. A Argentina já estava reduzida a 10 jogadores no minuto 90+3 do tempo regulamentar, depois de Enzo Fernández ter sido expulso por acumulação de amarelos.
Após o apito final, o médio argentino Leandro Paredes envolveu-se num conflito com vários jogadores espanhóis, entre os quais o defesa Eric Garcia e o médio Gavi, desencadeando uma batalha generalizada entre as duas equipas.
As equipas empurraram-se mutuamente e foi necessário separá-las fisicamente, com o treinador da Argentina, Lionel Scaloni, a tentar acalmar os jogadores no final deste confronto tenso.
Incomodado pelo facto de Eric García estar a gritar palavras provocatórias em direção ao grupo sul-americano, o médio argentino Leandro Paredes interveio de forma agressiva e agarrou o defesa espanhol pelo pescoço. Quando o médio Gavi tentou apaziguar a situação, Paredes também lhe bateu duas vezes na cara.
O caos alastrou-se rapidamente, com ambas as equipas a envolverem-se em agressões físicas, sendo necessária uma intervenção firme para separar os jogadores.
No meio das cenas caóticas, em que até o selecionador Lionel Scaloni tentou desesperadamente acalmar os seus jogadores, outro episódio grave teve como protagonista o antigo defesa Roberto Ayala. O atual adjunto da equipa técnica da Argentina foi apanhado a dar um murro na cara de Dani Olmo. As imagens da confusão descontrolada correram rapidamente o mundo.
Medidas drásticas da FIFA
As consequências não tardaram a surgir. Menos de 24 horas após os acontecimentos que mancharam a imagem do organismo internacional, a Comissão Disciplinar da FIFA já abriu um inquérito oficial. Os responsáveis vão analisar detalhadamente todas as imagens de vídeo para determinar as sanções e a imprensa internacional refere que a única incógnita neste momento é apenas a duração das punições.
As atitudes agressivas colocaram Leandro Paredes, médio defensivo do Boca Juniors, no centro da polémica. O jogador arrisca-se a uma suspensão de vários meses caso o seu comportamento seja considerado violência premeditada.
Além disso, como a imagem da FIFA foi gravemente afetada no maior palco do futebol, a suspensão do argentino poderá ser alargada também a nível doméstico, tal como aconteceu com o célebre penálti assinalado contra Luis Suárez em 2014. Uma decisão deste tipo excluiria completamente Paredes de qualquer atividade relacionada com o desporto-rei — tanto na seleção nacional como no clube —, sendo-lhe inclusive proibida a entrada nos estádios enquanto espectador.
Para além de Paredes, o processo de investigação da FIFA tem como alvos diretos mais dois elementos da delegação argentina: Nahuel Molina e o adjunto Roberto Ayala, ambos investigados pelas agressões aos adversários nos momentos de caos no final do jogo.
