Os Jambos falharam o título nos minutos finais da época, diante do Celtic, numa decisão do campeonato disputada na última jornada. Nenhum clube além do Celtic e do seu rival de Glasgow, o Rangers, foi campeão da Escócia nos últimos 41 anos.
Em poucas semanas, o Hearts, equipa de Edimburgo, perdeu o treinador e o capitão para o Rangers, com McInnes a seguir o avançado da seleção escocesa Lawrence Shankland até Ibrox. As duas equipas defrontam-se pela primeira vez desde a saída de McInnes, esta quarta-feira, com o Hearts, terceiro classificado, a quatro pontos do Rangers e a oito do líder Celtic.
"A esperança seria entrar em campo, aplaudir os adeptos e haver um reconhecimento mútuo, mas isso não vai acontecer. Compreendo perfeitamente," disse McInnes na conferência de imprensa de antevisão do jogo, na terça-feira.
"Compreendo que não vá ser fácil para mim, mas percebo. No Hearts, estávamos magoados. A época passada foi quase como se estivéssemos de luto. Pode parecer um pouco exagerado, mas foi assim que nos sentimos. Estávamos todos agarrados uns aos outros durante a primeira parte do defeso. Foi uma altura em que sentíamos que devíamos permanecer unidos. Senti a culpa pela decisão de ficar ou sair", revelou.
O Hearts liderou a tabela durante 250 dias, antes de ser ultrapassado pelo Celtic na última jornada da época, com o Celtic a conquistar o 14.º título em 15 anos. Para agravar as feridas do Hearts, a equipa sentiu-se lesada por várias decisões controversas da arbitragem que lhe foram desfavoráveis na última semana da época.
"Penso que houve uma verdadeira injustiça e um sentimento de revolta no final da época; sentíamos que devíamos ter conquistado o título. Queria ser um treinador que conquistasse um título fora da Old Firm (Celtic e Rangers). Mas, se não fossem algumas decisões controversas contra nós, penso que teríamos ganho", acrescentou McInnes.
Depois de um início lento, McInnes recuperou o Rangers, que soma agora nove jogos sem perder em todas as competições.
