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Duas rainhas, um trono: a rivalidade entre Alexia e Aitana

Aitana e Alexia em ação pela seleção espanhola
Aitana e Alexia em ação pela seleção espanholaALEXANDER HASSENSTEIN / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

A Bola de Ouro feminina tem sotaque espanhol desde 2021, graças a Alexia Putellas e Aitana Bonmatí, que têm dividido o galardão entre si, sem dar hipóteses à concorrência. Mas, quando ambas pendurarem as botas, haverá uma Rainha Maior, título tão característico de várias festas populares espanholas, ou partilharão o trono do futebol mundial?

Histórico, épico, memorável... Muitos adjectivos poderiam ser usados para descrever o que representa um feito destes para o futebol espanhol. A simples comparação com o futebol masculino demonstra que se trata de algo extraordinário: há um empate no número de vencedores, mas com uma diferença importante, já que Luis Suárez e Rodri Hernández só receberam a máxima distinção individual uma vez, embora o segundo não tenha ficado muito longe de repetir o feito, ao terminar em quarto.

A atual jogadora do London City Lionesses abriu a contagem com uma dobradinha que a levou ao topo. A edição de 2021 foi apenas a terceira no futebol feminino, o que evidencia um atraso digno de estudo em comparação com o masculino, depois de Megan Rapinoe e Ada Hegerberg terem sido coroadas anteriormente. Assim, a catalã tornou-se a única jogadora com mais de uma Bola de Ouro, um feito extraordinário que alcançou enquanto recuperava de uma rutura do ligamento cruzado.

Alexia, peça-chave de um Barcelona de sonho, falhou o Europeu de 2022 e não chegou ao Mundial, disputado no verão seguinte, no seu melhor nível, embora tenha brilhado em momentos pontuais e ajudado as suas companheiras a tocar o céu. No entanto, todos os holofotes passaram a apontar para a sua companheira Aitana, eleita MVP desse torneio e da Champions, o que fez dela a legítima vencedora do prestigiado prémio em outubro.

Bonmatí repetiu o feito por duas vezes e passou a liderar o ranking, embora tenha havido mais divergências quanto ao terceiro prémio, por se considerar que outras futebolistas também o mereciam, entre elas Mariona e Hansen. O quarto consecutivo, pelo contrário, tornou-se uma missão impossível quando se soube que sofria de uma fratura transindesmal do perónio esquerdo, motivo pelo qual teve de ser operada e passou vários meses no departamento médico.

Veremos até quando se manterá esta hegemonia espanhola, com o Mundial de 2027 ao virar da esquina. Se a La Roja voltar a triunfar, as possibilidades aumentarão consideravelmente. No caso de Putellas, há que ter em conta que não disputa a Champions na presente época, pelo que as suas hipóteses ficam reduzidas. Outras jogadoras, como Clàudia Pina ou Patri Guijarro, que vêm de terminar no top 10, podem sonhar em assumir o testemunho.

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