Apesar do altíssimo volume de finalizações, Andrés Gómez ainda não havia marcado. Isso até à partida da 11.ª jornada, contra o Remo. O seu primeiro golo no Brasileirão só chegou à 41.ª tentativa. Até então, havia balançado as redes apenas uma vez este ano, contra o Boavista, no Campeonato Carioca. Era o retrato de um Vasco da Gama que criava bastante, tinha o maior índice de golos esperados (xG) desde o início do torneio, mas não convertia as oportunidades.

Ataque do Vasco em alta
Com Renato Gaúcho, o cenário tem vindo a mudar. O treinador, que herdou o pior ataque do campeonato, já colocou o Vasco da Gama entre os cinco melhores em golos marcados, com 18. Andrés Gómez, convocado para a última Data FIFA e utilizado nos particulares contra Croácia e França, saindo do banco, pode ser a peça que faltava encaixar.
Depois do golo contra o Remo, voltou a marcar diante do São Paulo em São Januário. Um golo importantíssimo, que sentenciou a reviravolta do Cruz-Maltino e evitou o sexto jogo sem vitórias, garantindo três pontos cruciais para manter a equipa de olho na parte alta da tabela. Foi decisivo, como se espera dele.

Remata muito, acerta pouco
Para se ter uma ideia, os 46 remates de Andrés Gómez representam 16 a mais do que o segundo classificado da lista, Kevin Viveros, do Athletico Paranaense, que tem 30 finalizações. Essa diferença entre o primeiro e o segundo é a mesma que separa o segundo do 61.º.
Um problema para Andrés Gómez, que ajuda a explicar a falta de golos, é a pontaria. Apenas 13 remates — ou 28,7% do total — foram no alvo e obrigaram o guarda-redes adversário a trabalhar. Mesmo com tamanha vantagem no ranking de finalizações totais, Andrés Gómez é apenas o quarto entre os que mais acertaram na baliza.

E as assistências?
Em 2026, apesar de aumentar consideravelmente o volume ofensivo através das finalizações, o avançado colombiano não tem conseguido distribuir tantas assistências como em 2025. Desde a estreia pelo Gigante da Colina, em 24 de agosto, até ao fim do ano passado, foram sete assistências em 21 jogos, o que o transformou no principal assistente nesse período. Na atual temporada, com o mesmo número de partidas, esse número caiu para três.
Com as saídas de Vegetti e Rayan, Gómez — apesar de cumprir uma função diferente, pela ala direita — tornou-se uma peça central do ataque vascaíno. Agora, ao transformar o seu alto volume de finalizações em golos, pode consolidar-se como o jogador mais valioso do plantel e ver o sonho de disputar um Mundial pela Colômbia ganhar força.

