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Brasileirão chega aos 16 treinadores demitidos em 27 jornadas: veja a lista

Luís Castro colocou Grêmio na meia-final da Taça do Brasil antes de ser demitido
Luís Castro colocou Grêmio na meia-final da Taça do Brasil antes de ser demitidoLUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

O Grêmio demitiu o português Luís Castro este domingo, um dia depois da derrota com o Vasco da Gama de Pedro Emanuel, concorrente direto na luta pela manutenção. O técnico português tornou-se o 16.º treinador da Série A do Brasileirão a perder o emprego em 2026, após 27 jornadas.

Luís Castro deu o título gaúcho ao Grêmio e colocou a equipa na meia-final da Taça do Brasil. Mas as frequentes oscilações no Brasileirão tiraram a paciência da direção do clube.

Leia mais - Oficial: Luís Castro deixa o Grémio

O português junta-se assim a Franclim Carvalho e Martín Anselmi, do Botafogo; Luis Zubeldía, do FluminenseRenato Gaúcho e Fernando Diniz, do Vasco; Fábio Matias e Gilmar Dal Pozzo, da Chapecoense; Roger Machado e Hernán Crespo, do São Paulo; Dorival Júnior, do Corinthians; Juan Pablo Vojvoda, do Santos; Tite, do Cruzeiro; Filipe Luís, do Flamengo; Juan Carlos Osorio, do Remo; e Jorge Sampaoli, do Atlético-MG.

Os técnicos demitidos no Brasileirão em 2026
Os técnicos demitidos no Brasileirão em 2026Flashscore

Em 2025, 17 treinadores haviam deixado o cargo antes da 24.ª jornada. A Série A terminou com 22 trocas de treinador no ano passado, uma a mais que 2024.

O recorde dos pontos corridos com 20 clubes é de 2015, quando houve 32 trocas de técnico. Já o ano mais estável foi 2012, com 20.

Confira abaixo todas as demissões de técnicos no Brasileirão em 2026.

Jorge Sampaoli (Atlético-MG) - 3.ª jornada

O primeiro técnico a perder o emprego no Brasileirão em 2026 foi Jorge Sampaoli. O Atlético-MG demitiu o argentino após o empate 3-3 com o Remo na Arena MRV, na 3.ª jornada.

O treinador deixou o Galo na 15ª posição e foi substituído por Eduardo Domínguez. 

Fernando Diniz (Vasco) - 3.ª jornada

Fernando Diniz durou três jornadas no comando do Vasco. A derrota que causou a demissão, porém, foi no Campeonato Carioca: 0-1 com o Fluminense na primeira mão da meia-final.

O Cruz-Maltino estava em 17.º lugar no Brasileirão quando Diniz deixou o cargo. Renato Gaúcho assumiu o comando do Vasco.

Juan Carlos Osorio (Remo) - 4.ª jornada

Juan Carlos Osorio foi outra vítima de um clássico no estadual. O Remo demitiu o colombiano após a derrota por 1-2 com o Paysandu na primeira mão da final do Paraense.

O técnico deixou o Azulino em 16.º lugar na Série A antes da 5.ª jornada. Léo Condé foi o escolhido para assumir o Remo. 

Filipe Luís (Flamengo) - 4.ª jornada 

Filipe Luís também foi demitido após um jogo do estadual. Mesmo com a goleada de 0-8 sobre o Madureira e a vaga na final do Carioca, o técnico não resistiu à perda dos títulos da Supertaça Rei e da Recopa Sul-Americana.

O ex-lateral deixou o Flamengo na 11.º posição da Série A antes da 5.ª jornada. O português Leonardo Jardim, ex-Cruzeiro, chegou para ocupar a vaga.

Hernán Crespo (São Paulo) - 4.ª jornada

Na véspera da 5.ª jornada, o São Paulo surpreendeu ao demitir Hernán Crespo, que deixou o clube na vice-liderança do Brasileirão, invicto, com os mesmos 10 pontos do líder Palmeiras

A direção tricolor tomou a decisão após a eliminação com o próprio Palmeiras na meia-final do Paulistão. O São Paulo logo anunciou Roger Machado como o substituto de Crespo.

Tite (Cruzeiro) - 6.ª jornada

O Cruzeiro decidiu demitir Tite após o empate 3-3 com o Vasco, no Mineirão. O treinador não resistiu a um começo de Brasileirão sem vitórias depois de seis jornadas e deixou a equipa no penúltimo lugar.

O português Artur Jorge chegou para a vaga de Tite no Cruzeiro.

Juan Pablo Vojvoda (Santos) - 7.ª jornada

O Santos demitiu Juan Pablo Vojvoda minutos depois da derrota em casa com o Internacional, por 1-2. O técnico não resistiu ao início negativo de temporada e deixou o Peixe à beira da zona de despromoção após a 7.ª jornada, em 16.º lugar.

O Santos anunciou Cuca como novo treinador horas após a demissão de Vojvoda.

Martín Anselmi (Botafogo) - 8.ª jornada

O Botafogo optou pela demissão de Martín Anselmi mesmo com a vitória por 1-2 sobre o Red Bull Bragantino, fora, que tirou a equipa da zona de despromoção. O argentino ex-FC Porto deixou o Alvinegro na 15.ª posição do Brasileirão.

Anselmi também pagou pela eliminação na 3.ª fase da Libertadores e pela queda nos quartos de final do Campeonato Carioca. O português Franclim Carvalho assumiu a vaga.

Gilmar Dal Pozzo (Chapeoense) - 9.ª jornada

A Chapecoense demitiu Gilmar Dal Pozzo após a equipa ser goleada em casa pelo Atlético-MG por 0-4, a primeira derrota como visitado. O resultado deixou a equipa na 17.ª posição, com apenas uma vitória, alcançada na 1.ª jornada. 

Fábio Matias, que estava na Portuguesa-SP, assumiu a Chape na vaga de Dal Pozzo. 

Dorival Júnior (Corinthians) - 10.ª jornada 

Dorival Júnior não resistiu à derrota em casa com o Internacional, por 0-1. O tropeço marcou o nono jogo consecutivo de jejum do Corinthians na temporada (5E, 4D). Pelo Brasileirão, o Timão não vencia desde 19 de fevereiro (0-1 sobre o Athletico-PR).

Dorival deixou o Corinthians à beira da zona de despromoção, em 16.º lugar, com 10 pontos. Fernando Diniz assumiu o comando.

Roger Machado (São Paulo) - 15.ª jornada

O trabalho de Roger Machado chegou ao fim com a eliminação com o Juventude na 5.ª fase da Taça do Brasil. O técnico pagou pela sequência de cinco partidas sem vitórias, mesmo com o 4.º lugar no Brasileirão. Chegou a assumir a liderança do campeonato no seu jogo de estreia, na 5.ª jornada.

Um mês após deixar o Corinthians, Dorival Júnior voltou a ser o treinador do São Paulo.

Fábio Matias (Chapecoense) - 17.ª jornada 

A Chapecoense oficializou a demissão do técnico Fábio Matias um dia depois da derrota por 2-1 com o Cruzeiro, no Mineirão. O treinador perdeu sete dos nove jogos à frente da equipa, com apenas uma vitória (para a Taça do Brasil).

A passagem de Fábio Matias durou menos de dois meses. O treinador conquistou apenas um ponto no Brasileirão e entregou a equipa na lanterna vermelha. Rafael Lacerda chegou para o seu lugar.

Renato Gaúcho (Vasco) - 18.ª jornada

O Vasco anunciou a demissão de Renato Gaúcho no meio da pausa para o Mundial-2026. A derrota em casa com o Atlético-MG, por 0-1, foi o último jogo do técnico. O resultado deixou o Cruz-Maltino na zona de despromoção, em 17.º lugar.

Três semanas depois, o Vasco contratou o português Pedro Emanuel para a vaga de Renato Gaúcho.

Renato Gaúcho enfrentou problemas com o plantel do Vasco
Renato Gaúcho enfrentou problemas com o plantel do VascoMatheus Lima/Vasco

Luis Zubeldía (Fluminense) - 22.ª jornada

O Fluminense mandou Luis Zubeldía embora após o empate sem golos com o Independiente Rivadavia, em casa, na primeira mão dos oitavos de final da Libertadores. Apesar do 4.º lugar no Brasileirão, o técnico pagou pelo jejum de oito jogos sem vitórias (7E, 1D), incluindo os sete após o Mundial-2026.

Franclim Carvalho (Botafogo) - 23.ª jornada

O trabalho de Franclim Carvalho chegou ao fim da linha com a derrota por 1-0 com o Vitória, fora de casa. O resultado deixou o Botafogo em 11.º lugar no Brasileirão, uma posição abaixo de quando o português havia assumido o comando, após a 10.ª jornada.

Franclim Carvalho também pagou pela humilhante goleada com o Cienciano na Taça Sul-Americana, por 6-1, que praticamente eliminou o Botafogo nos oitavos de final.

Luís Castro (Grêmio) - 27.ª jornada

O treinador português teve a derrota com o Vasco como a pedra que fez ruir o seu comando. A equipa oscilou além da conta na temporada, com a vaga na meia-final da Taça do Brasil e o título do Gaúchão a não ser suficiente para segurá-lo. 

A eliminação nos playoffs da Sul-Americana, com o Bolívar, também pesou na decisão da direção.