Platense - Fluminense

O Fluminense desembarca na Argentina com a maior vantagem entre os confrontos deste lado do quadro, depois do 2-0 no Maracanã, construído ainda no primeiro tempo com golos de Nonato e Hulk. O marcador, porém, contou uma história diferente dos números: o Platense finalizou 13 vezes contra apenas quatro do Flu, mas produziu menos xG (0,89 a 1,37), com somente 40% de posse. O Tricolor foi extremamente eficiente: acertou três das suas quatro finalizações na baliza e marcou duas vezes.
Com este resultado, o Fluminense chegou aos 10 golos na Libertadores, enquanto o Platense permanece com nove. A equipa brasileira também passou pela primeira vez nestes quartos de final sem sofrer golos, depois de iniciar o mata-mata com uma campanha marcada pelo controlo da bola. Para o jogo da segunda mão, empate ou derrota por um golo ainda qualificam o Flu; vitória argentina por dois leva a disputa para as grandes penalidades.
Estatística da partida: o contraste da 1.ª mão foi a eficiência: o Platense teve 13 finalizações contra quatro, mas o Fluminense colocou três remates no alvo e venceu por 2-0.
LDU - Palmeiras

O Palmeiras leva uma vantagem mínima para a altitude de Quito, mas a diferença de desempenho no primeiro jogo foi muito maior do que o 1-0 indica. O Verdão teve 61% de posse, finalizou 28 vezes contra seis e produziu 3,25 xG diante dos somente 0,48 da LDU. Também foram 44 toques na área adversária contra 14. Mesmo sob enorme pressão, o guarda-redes Gonzalo Valle fez seis defesas e manteve os equatorianos vivos na eliminatória.
Agustín Giay marcou o único golo da primeira mão, enquanto Vitor Roque foi quem mais finalizou pelo Palmeiras, com cinco tentativas. O Verdão agora soma 13 golos na competição, contra nove da LDU. Antes dos quartos de final, a equipa orientada por Abel Ferreira já apresentava 14,5 xG, 50 escanteios e média de 5,6 remates no alvo por partida; a produção ofensiva voltou a aparecer com força no primeiro duelo.
Estatística da partida: o Palmeiras produziu 3,25 xG contra 0,48 da LDU no primeiro jogo, além de vencer por 8-1 nas finalizações no alvo. Mesmo assim, a vantagem no marcador é de apenas um golo.
Corinthians - Estudiantes

É o confronto mais aberto dos quartos de final. Estudiantes e Corinthians empataram por 1-1 em La Plata, com Alexis Castro a marcar aos quatro minutos e Kaio César a igualar no início da segunda parte, após assistência de Rodrigo Garro. O equilíbrio também apareceu na posse (51% a 49%), mas os argentinos tiveram maior presença ofensiva: 14 finalizações contra sete, 24 toques na área contra dez e 0,90 xG contra 0,55.
O empate levou o Estudiantes a 11 golos na Libertadores, enquanto o Corinthians chegou aos dez. Garro voltou a ser decisivo: depois de terminar a fase anterior entre os principais criadores do torneio, fez o passe para o golo brasileiro na Argentina. Agora não há vantagem: quem vencer na Neo Química Arena avança, enquanto qualquer novo empate leva a decisão para os penáltis.
Estatística da partida: o Estudiantes teve o dobro de finalizações do Corinthians na 1.ª mão — 14 a 7 —, mas a diferença em xG foi relativamente pequena: 0,90 a 0,55.
Flamengo - Independiente del Valle

O Flamengo volta ao Maracanã com dois golos de vantagem depois de conseguir um resultado que destoou bastante do volume ofensivo da partida em Quito. O Del Valle teve 63% de posse, 18 finalizações contra quatro, 27 toques na área contra sete e 1,02 xG diante de 0,98 do Rubro-Negro. Mesmo assim, o emblema brasileiro venceu por 2-0 com golos de Bruno Henrique e Léo Pereira na segunda parte
A eficiência defensiva também chamou a atenção: o Del Valle terminou com três finalizações no alvo e não marcou, enquanto o Flamengo acertou duas e fez dois golos. Bruno Henrique chegou aos cinco golos nesta Libertadores e assumiu a artilharia rubro-negra na competição. O Flamengo agora soma 16 golos e segue com somente quatro sofridos em nove partidas.
O cenário é confortável: vitória, empate ou derrota por um golo qualificam o Flamengo. Se o Del Valle vencer por dois, a vaga será decidida nos penáltis; uma vitória equatoriana por três ou mais elimina o Rubro-Negro.
Estatística da partida: o Flamengo precisou de apenas quatro finalizações para marcar duas vezes em Quito; o Del Valle rematou 18 vezes, teve 63% de posse e terminou sem balançar as redes.
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