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Soma ainda cinco vitórias e três empates, o que perfaz 18 pontos conquistados em 42 possíveis — um aproveitamento de 42,9%. Este domingo, novamente em casa, o alvinegro defronta o Fluminense.
A fase recente — sem contabilizar o penálti falhado por Memphis que impediu a equipa de disputar a meia-final da Libertadores — ajuda a explicar a dimensão do problema. O Corinthians perdeu os últimos três jogos disputados no seu reduto para o Brasileirão: 2-1 com o Cruzeiro, 1-0 frente ao Santos e 2-1 perante a Chapecoense.
A derrota mais recente teve um peso simbólico ainda maior: a equipa sofreu a reviravolta diante do último classificado do campeonato, que nunca tinha vencido na Neo Química Arena. Foi também o quinto desaire consecutivo do Corinthians no Brasileirão, uma sequência negativa que já não se verificava desde 2006. Nesse ano, a equipa chegou a perder seis partidas seguidas; em 2007, ano da única despromoção da história do clube, registaram-se quatro derrotas consecutivas.

O resultado contra a Chapecoense fez o Corinthians estagnar nos 32 pontos e cair para o 14.º lugar antes do início desta jornada. Até à série atual, a equipa já tinha somado outros três desaires em casa no campeonato.
Com as seis derrotas em Itaquera em 2026, o Timão passa a registar a pior percentagem de pontos como visitado entre todas as épocas disputadas na Arena, caso a competição terminasse hoje. O registo atual, de 42,9%, fixa-se abaixo dos 49,1% de 2023 (até então a pior marca de sempre) e também dos 52,6% verificados em 2025.
Restam, contudo, cinco partidas em casa até ao final do campeonato para alterar este retrocesso. Se vencer todos os encontros, o Corinthians alcançará 33 pontos em 19 jogos, terminando com 57,9% de aproveitamento no seu estádio.

Quatro vitórias e uma derrota, por exemplo, levariam a equipa aos 30 pontos (52,6% de aproveitamento), igualando a campanha de 2025 e deixando 2026 empatado como o segundo pior registo da história da Arena.
Por forma a evitar que a zona de despromoção se torne uma dor de cabeça quando novembro chegar, o caminho passa por recuperar a solidez em casa que celebrizou o clube em anos anteriores.
Caso consiga apenas três vitórias ou menos, o rendimento final ficará abaixo dos 49,1% de 2023, confirmando o pior desempenho de sempre do Corinthians como visitado no seu estádio.
Mudança de hábito
O contraste com o rendimento de outros tempos na Arena torna estes dados ainda mais evidentes. Em 2015, por exemplo, o Corinthians somou 50 dos 57 pontos possíveis em casa, com 16 vitórias, dois empates e apenas uma derrota — um aproveitamento avassalador de 87,7%.

Nessa campanha, a formação orientada por Tite assinou uma das épocas mais memoráveis da sua história no Brasileirão. No cômputo geral, alcançou 81 pontos, estabelecendo um recorde na era dos pontos corridos, fruto de 24 vitórias, 9 empates e 5 derrotas.
O ataque, liderado por Jadson e Vagner Love, apontou 71 golos, enquanto a defesa — que contava com Cássio, Gil, Fagner e Elias — sofreu apenas 31, fixando o melhor registo defensivo da prova. No meio-campo, Renato Augusto era o cérebro de uma equipa praticamente imbatível em Itaquera, sustentada também pela entrega de Ralf, um dos grandes símbolos de raça desse período.
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