Recorde as incidências do encontro
Com o resultado, o Atlético-MG mantém-se no 7.º lugar, com 40 pontos, desperdiçando a oportunidade de ultrapassar o rival Cruzeiro, 6.º classificado. A Chapecoense continua no último lugar, com 18 pontos, a dez do primeiro clube acima da zona de despromoção.

O Galo chegou motivado depois de se apurar para as meias-finais da Sul-Americana, ao eliminar o Santos no limite, com um golo nos descontos a levar a decisão para as grandes penalidades. O "eu acredito", que funcionou em tantos momentos, não apareceu desta vez, com os adeptos a saírem frustrados da Arena.
Apesar da motivação e da boa presença de público, a equipa teve dificuldades frente ao último classificado, num contexto bem diferente daquele que muitos esperavam. A equipa mineira entrou em campo com uma nova camisola laranja, numa alusão à rua de fogo que os adeptos costumam fazer à chegada da equipa nos jogos em casa.
A sequência de jogos das últimas semanas, entre Brasileirão, Taça do Brasil e Sul-Americana, levou o treinador Eduardo Domínguez a rodar o plantel. O médio Alexsander, o lateral Pascini e o extremo Minda foram alguns dos jogadores que receberam uma oportunidade para mostrar serviço ao técnico argentino.
Números do jogo
O Galo foi para cima da Chape desde o início e as oportunidades foram-se acumulando, sobretudo depois de ficar em desvantagem no marcador. O Alvinegro terminou a partida com 26 remates, 11 dos quais enquadrados.
O xG do Atlético, de 2,21, não se traduziu em golos, evidenciando a capacidade defensiva da Chapecoense, que contou com uma boa exibição do guarda-redes Anderson (8,5, segundo o critério do Flashscore). A Chape teve sete remates e marcou na única ocasião em que acertou na baliza.

O Galo entrou forte na partida, mostrando volume ofensivo e criando oportunidades claras. O poste, um defesa em cima da linha e um golo anulado impediram os anfitriões de se adiantarem no marcador.
O ritmo do Atlético caiu depois da meia hora de jogo, permitindo à Chape respirar finalmente e ganhar terreno. Na sequência de uma falha da defesa mineira, Túlio abriu o marcador, ao finalizar de carrinho após cruzamento do estreante Dudu.
O esperado cenário de ataque contra defesa confirmou-se na segunda parte, com o tempo a correr a favor da Chape e o Galo a deixar os adeptos apreensivos com os erros no setor criativo. A ansiedade da equipa dentro de campo não demorou a passar para as bancadas.
O criticado Cassierra, ex-BSAD, foi responsável por recolocar o Galo na partida, depois de sair do banco de suplentes, ao finalizar um cruzamento de Bernard. O colombiano não marcava desde 10 de maio.

A pressão do Galo continuou, com Bruno Matias a evitar novo golo em cima da linha, enquanto a Chape também teve uma oportunidade para sentenciar a partida. No final, a incapacidade da equipa da casa para concretizar as oportunidades acabou por resultar num amargo empate frente a uma equipa virtualmente despromovida.
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