As medidas abrem um ciclo de debates para a formulação do regulamento de 2027 e integram um plano de modernização do setor, que receberá R$ 200 milhões (34 milhões de euros) em investimentos entre 2026 e 2027 para aproximar o produto nacional dos padrões das ligas europeias.
Veja as novas regras:
• Oito segundos com a bola nas mãos: o guarda-redes que exceder o limite cede canto ao adversário.
• Cinco segundos para lançamento lateral: contagem começa assim que o jogador tiver a bola nas mãos.
• Cinco segundos para cobrar pontapé de balica: árbitro apita e conta cinco segundos. Caso o guarda-redes exceda o tempo, cede canto ao adversário.
• Dez segundos para deixar o campo em substituições: jogador substituído deve sair pelo ponto mais próximo de forma célere, sem caminhar.
• Um minuto fora após assistência: um atleta que for assistido no relvado precisará de sair e deve permanecer fora durante um minuto.
• Após assistência ao guarda-redes, um jogador fica de fora por um minuto: treinador ou capitão indica quem cumpre o minuto fora.
• Somente o capitão fala com o árbitro: um único interlocutor por equipa durante toda a partida.
• Cobrir a boca em discussão – vermelho ("Lei Prestianni): tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário será conduta passível de expulsão.
• Revisão de VAR para aplicação de segundo cartão amarelo: passa a ser revisável pelo VAR o cartão que resulta em expulsão.
• Revisão de VAR para canto concedido por engano (aprovada para 2027): revisável quando levar diretamente a golo ou penálti.

Menos interrupções e mais futebol
O presidente da CBF, Samir Xaud, defendeu o alinhamento conjunto entre a federação e as associações.
"Esta é mais uma reunião baseada no diálogo. Damos o pontapé inicial para discutir as regras do Mundial como parte da reestruturação do futebol brasileiro", declarou.
Na mesma linha, o vice-presidente Gustavo Dias Henrique apelou à paciência com o processo de transição.
"Mudanças na arbitragem são difíceis e requerem tempo. Estamos a investir milhões em equipamentos e treinos, e precisamos dos clubes nesse processo", afirmou.

Mais bola a rolar
A prioridade da reformulação é elevar a média de tempo de jogo, atualmente em 52 minutos e 54 segundos na Série A, distante da meta de 60 minutos almejada pela FIFA.
Um estudo elaborado pela CBF Academy, em parceria com a Opta, indicou que ajustes em reinícios e paralisações podem devolver mais de seis minutos de jogo corrido por jogo. O diretor de arbitragem, Netto Góes, ressaltou a procura por fluidez.
"O estudo mostra que podemos recuperar mais de seis minutos por partida. O nosso trabalho é transformar isso em ações concretas para ter um jogo com menos interrupções. Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros, mas também depende da participação dos clubes e dos jogadores", explicou o diretor.
