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MP investiga contas e admite dívida da arena do Corinthians já liquidada

Neo Química Arena, estádio do Corinthians
Neo Química Arena, estádio do CorinthiansAg. Corinthians

O Ministério Público de São Paulo abriu um procedimento para apurar se o Corinthians foi alvo de cobranças indevidas por parte da Caixa Económica Federal no financiamento da Neo Química Arena. O procurador responsável pela investigação admite a hipótese de a dívida do clube já estar totalmente liquidada.

A investigação teve início após a receção de uma denúncia que aponta para uma alegada divergência de 255,75 milhões de reais, cerca de 43,2 milhões de euros, nos cálculos do saldo em dívida.

Atualmente, o Corinthians e a Caixa Económica Federal consideram que o valor em dívida relativo ao estádio ronda os 640 milhões de reais, aproximadamente 108,2 milhões de euros. No entanto, em declarações à TV Record, esta quarta-feira, o procurador responsável pelo caso admitiu a possibilidade de o financiamento já estar totalmente liquidado, sustentando essa hipótese no artigo 940.º do Código Civil brasileiro.

A norma estabelece que a entidade que cobre um montante superior ao efetivamente devido deve pagar ao devedor o dobro da quantia cobrada em excesso.

Caso seja comprovada a cobrança indevida de 255,75 milhões de reais, a aplicação da penalização prevista na lei corresponderia a 510 milhões de reais, cerca de 86,2 milhões de euros, a devolver ou a abater a favor do clube paulista.

Para que possa ocorrer qualquer devolução ou ser declarada a liquidação da dívida da arena, será necessária não só a confirmação, através de perícia, de eventuais erros nos cálculos, mas também a conclusão de um processo judicial que poderá prolongar-se durante vários anos.

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