O caso Esposito abala o Cagliari e aquece o ambiente em torno do futuro do avançado. Durante a apresentação da equipa na Piazza del Popolo, em Pula, o diretor-geral dos rossoblù, Stefano Melis, utilizou palavras muito duras para comentar a evolução do caso, após a saída do jogador do estágio.
O dirigente explicou que o clube ficou surpreendido e desiludido com o rumo tomado pela situação, recordando que o Cagliari já tinha iniciado um diálogo com o agente do jogador, apesar de existir um contrato válido até 2030, assinado há apenas um ano.
Segundo Melis, o clube também formalizou uma proposta importante de aumento salarial, que tornaria Esposito um dos jogadores mais bem pagos do plantel. Uma abertura que o clube considera uma escolha própria, não uma obrigação contratual.
O ponto mais duro diz respeito precisamente ao comportamento do jogador e do seu entourage. Melis afirmou que a situação se tornou "algo mais semelhante a uma tentativa de extorsão", acrescentando que Esposito terá sido "mal aconselhado pelo seu agente".
O diretor-geral reconstituiu depois o que aconteceu nas últimas horas: o jogador terá abandonado o estágio durante a noite, faltando ao respeito, segundo o clube, ao grupo, ao treinador, à equipa técnica e aos adeptos rossoblù.
O Cagliari esperava, ainda assim, voltar a contar com ele no regresso aos treinos, mas, em vez disso, terá recebido um atestado médico que Melis classificou como "com um conteúdo, no mínimo, embaraçoso".
A rutura, pelo menos nas palavras do diretor-geral, parece profunda. O Cagliari admite a saída, mas pretende fazê-lo segundo as suas próprias condições, sem recuar perante um caso que Melis descreveu como prejudicial para a imagem do futebol e para a relação com os adeptos e apaixonados pelo desporto.

