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Fabio Capello no adeus a Baresi: "Merece a Bola de Ouro a título póstumo, convenci-o a não ir para a Juve"

Fabio Capello e Franco Baresi
Fabio Capello e Franco BaresiČTK / imago sportfotodienst / www.imagephotoagency.it

O antigo treinador rossonero, Fabio Capello, recordou o capitão do AC Milan e revelou também o episódio com a Juventus: "Convenci-o a ficar". Depois, a consagração definitiva: "A nível defensivo foi o melhor de sempre no mundo".

Fabio Capello junta-se à longa lista de testemunhos dedicados a Franco Baresi, figura emblemática do AC Milan e do futebol mundial. O antigo técnico rossonero, entrevistado pela Gazzetta dello Sport, falou sobre a ligação com o eterno capitão rossonero.

Uma relação nascida no relvado e fortalecida ao longo dos anos, com Capello a sublinhar o quanto Baresi representou para o clube da via Aldo Rossi: "Dá-me vontade de chorar, atribuam-lhe uma Bola de Ouro a título póstumo. Merecia-a, pelo que era e pela forma como se comportava. Pensava em fazer feliz a família do Milan. Fico arrepiado ao dizê-lo, mas é mesmo assim: termina aqui uma parte da história do grande Milan".

A tentação Juventus e a escolha do coração

Entre as recordações mais marcantes está também um momento delicado da carreira de Baresi, quando o defesa atravessou uma fase difícil após a chegada de Arrigo Sacchi ao comando técnico dos rossoneri. A Juventus tentou aproveitar-se da situação, mas Capello ajudou a convencê-lo a permanecer em Milão.

"Quando Sacchi chegou, ele não se adaptava muito aos novos métodos, havia alguns problemas e a Juventus pressionava para o contratar. Eu tinha sido seu treinador apenas por alguns jogos, encontrámo-nos no restaurante com as nossas esposas e convencemo-lo a ficar. Digamos que nessa ocasião hesitou um pouco, mas no fim prevaleceu o seu apego ao AC Milan", recordou.

"O melhor defesa do mundo"

Fabio Capello recordou depois as qualidades que fizeram de Baresi uma referência absoluta para colegas e treinadores. Um futebolista capaz de liderar o grupo através do trabalho diário e um exemplo para todos os que vestiam a camisola rossonera.

"O Franco era um rapaz fantástico, estreou-se com Liedholm em 1976 quando eu jogava no Milan. Trabalhou imenso para se tornar aquilo que foi, foi o símbolo para todos os que chegavam a vestir a camisola rossonera. Ver como treinava, como se comportava, como estava sempre presente, como dava tudo em campo e fora dele: foi fundamental para o crescimento de outros jogadores", afirmou.

A consagração chega nas palavras finais do antigo treinador, que enaltece o talento e o impacto no papel de líbero: "Tinha uma grande velocidade, enorme intuição e inteligência tática. Possuía uma visão de jogo quase única, a nível defensivo foi o melhor de sempre no mundo".

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