Recorde as incidências da partida
Após o triunfo por 0-1 frente ao Bolonha na jornada de estreia da Serie A, o treinador da Lazio, Gennaro Gattuso, apresentou-se na sala de imprensa para comentar o encontro e a situação no seio dos biancocelesti.
A chegada de Pinamonti não alterou a abordagem do técnico, que sublinhou a importância da atitude: "Não muda nada em relação à semana passada. Só muda acreditar verdadeiramente no que se faz. Se queremos jogar desta forma, sabemos que temos de trabalhar muito. Com Sarri, a equipa fazia coisas totalmente diferentes. O que muda é a atitude, ou seja, acreditar no que se faz".
O treinador dos biancocelesti prosseguiu: "Fomos muito competentes na fase sem bola, tanto com o Taylor como com o Dia. Estivemos bem nas referências, arriscámos no um contra um, mas os nossos centrais portaram-se bem. Estou satisfeito com os rapazes que estou a treinar, estão a dar-me tudo. Não sei até onde vamos chegar, queremos dar uma identidade a esta equipa".
Sinais
Passando aos casos individuais do plantel, a começar pelo futuro de Romagnoli e pelo impacto dos novos reforços: "Sim, depois é preciso perceber as dinâmicas e o que aconteceu nestes dias. Teve alguns problemas nos tendões, ontem treinou e fez um esforço para estar connosco. Sobre ele não posso dizer nada, conhecemo-nos bem. Vamos ver. É um rapaz correto, tal como o Frattesi. A nós não nos calhava um jogador assim, com todo o respeito pela Lazio. Damos-lhe os parabéns por ter aceite, outro jogador não teria vindo nesta situação. Chapeau a todos, é um prazer trabalhar com eles. É uma noite que temos de aproveitar".

Seguiram-se explicações sobre as escolhas do onze inicial, como o facto de Frattesi ter começado no banco: "Trabalhou pouco connosco, foi só isso. Hoje ele próprio sabia que tinha de jogar pelo menos meia hora. E a escolha foi essa".
A entrada de Floriani durante o jogo foi um sinal claro: "É um sinal... O Lazzari sabe, gosto do Floriani, tem motor, tem muito por onde evoluir. E a escolha é esta".
Gattuso esclareceu depois os rumores sobre alegadas discussões internas e o ambiente vivido durante a semana: "Esta é a vitória da equipa, não minha. Eu não leio nada. Disseram-me que escreveram que discuti com o Fabiani e o Lotito, não é verdade. Não houve qualquer confronto. O que é que tem de haver? Têm de te dar os parabéns? É normal que te critiquem depois do Mantova, faz parte do nosso trabalho. Sabia para onde vinha, conhecia todas as dificuldades. Não posso desistir logo, mas hoje não fizemos nada. Fica o facto de jogar no Olímpico... mais vale não vir ninguém, se depois jogas mal ouve-se tudo. Quem já jogou futebol sabe o quão difícil é ouvir insultos vindos das bancadas, não é fácil. Esta semana vivi-a de forma tranquila, sem ler nada. Não respondi a ninguém... Não discuti com ninguém, não havia motivo. Só havia muita desilusão, ponto final. E olha-se em frente".
Inevitável uma palavra para o setor visitante e para os adeptos que acompanharam a equipa: "Apenas obrigado, é preciso agradecer-lhes, vieram apoiar-nos. Digo sempre o mesmo: para nós são fundamentais, depois não vale a pena falar mais sobre tudo o que está a acontecer. A sua coerência é um facto, mas agradeço-lhes por tudo".
A alegria de Frattesi
Na DAZN, foi o próprio Davide Frattesi, autor do golo da vitória, quem interveio, analisando tudo e admitindo não estar ainda na melhor forma: "Ainda não estou a 100% e já não faço um jogo completo há bastante tempo. Mas eu, cá dentro, sei sempre: quando estou bem, sou isto. Por isso, o meu objetivo é chegar aos 100% e manter-me lá".
O médio prosseguiu depois, falando sobre a sua escolha de jogar sob as ordens de Gattuso: "Vim para aqui também por ele, porque na Seleção, mesmo não tendo jogado muito, conheci-o bem como pessoa. Depois, sinto-me de velha guarda, mesmo não tendo passado por isso, mas para mim o que conta são as relações e as pessoas, e ele é um homem verdadeiro. No futebol há poucos assim, por isso, se tenho de ajudar uma pessoa verdadeira, vou fazê-lo".
