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O AC Milan de Ruben Amorim: 160 milhões gastos e um plantel ainda por reduzir

Gonçalo Ramos, o novo avançado do AC Milan de Ruben Amorim
Gonçalo Ramos, o novo avançado do AC Milan de Ruben AmorimREUTERS/Kacper Pempel

Mario Gila, Gonçalo Ramos e Diego Moreira elevaram as ambições dos rossoneri, mas continuam por resolver os excedentários: de Rafael Leão a Nkunku, passando por Tomori e Fofana. O objetivo é regressar à Liga dos Campeões.

Após o choque da Champions perdida ao cair do pano, e a saída coletiva de todos os quadros considerados responsáveis (exceto o consultor Ibrahimovic), a RedBird de Gerry Cardinale reconstruiu a equipa entregando o comando técnico (depois dos "nãos" de Iraola e Rangnick) ao português Ruben Amorim, acalmando uma massa adepta furiosa com dois reforços num total de 100 milhões: na defesa Mario Gila, oriundo da Lazio, e no ataque oferecendo um verdadeiro número 9, Goncalo Ramos, que até agora só tinha jogado alguns minutos pelo PSG e pela seleção de Portugal. 

Depois houve uma longa fase de impasse em que se tentou, sem sucesso, colocar os excedentários. A pré-época convenceu Ruben Amorim a alargar a lista dos jogadores indesejados. Cardinale deu um sinal forte ao garantir mais um reforço de peso. Foi contratado ao Estrasburgo Diego Moreira, um extremo há muito pretendido pela Roma, que acabou por desistir perante a exigência de 45 milhões.

O AC Milan foi mais longe e, incluindo bónus, vai gastar 65 milhões pelo luso-belga, que tem capacidade para jogar em ambas as alas e como médio de incursão. Assim, o AC Milan chegará a investir mais de 160 milhões em três jogadores. Agora, as expectativas para o clube aumentam consideravelmente. Um desafio poderá ser o facto de Ruben Amorim, treinador de inegável qualidade, conhecer pouco a Serie A e ter de se adaptar a um ambiente muito exigente.

Falta ainda resolver a delicada questão dos excedentários, a começar por Rafael Leão. O AC Milan começou por pedir 60 milhões, mas agora poderá aceitar um valor bastante inferior. O problema, no entanto, é o salário de 7 milhões do internacional português. Até ao momento, Rafael Leão não encontrou clubes de topo e as duas equipas turcas que se aproximaram não foram além dos 35 milhões. Apesar das contratações, ainda não saiu ninguém do numeroso grupo de excedentários. 

Baliza e defesa

O totem da equipa é o guarda-redes Maignan, carismático capitão. Na defesa, os pilares são Pavlovic e Gabbia, que deverão formar o setor com Gila. Estão disponíveis De Winter e o jovem Diawara, enquanto nas alas há Saelemaekers e Bartesaghi, que se vão alternar para fazer dupla com Moreira.

Entre os transferíveis estão também Tomori e Fofana, para os quais poderá haver uma negociação com a Juventus numa troca com Nico Gonzalez.

Meio-campo e ataque

O contingente de médios é poderoso, a começar pela confirmação dos dois pilares Modric e Rabiot. Ruben Amorim conta com Jashari, mas não ficaria particularmente afetado se saísse algum entre Fofana, Ricci, Loftus-Cheek e Musah (Bennacer rescindiu o contrato).

No ataque, Ruben Amorim tem referências fixas: Gonçalo Ramos, Chukwueze e Pulisic, enquanto um dos jogadores a sair (mas com um salário de 9 milhões) é Nkunku. Depois houve a aquisição definitiva de Camarda, que ficará para tentar a sua sorte, tal como o outro jovem Comotto. Há ainda outro excedentário, Santiago Giménez, que poderá sair por empréstimo para relançar a carreira e está em curso uma negociação com o FC Porto.

O AC Milan é, em teoria, uma equipa competitiva, num campeonato muito equilibrado, que vai tentar chegar longe na Liga Europa e reconquistar rapidamente um lugar na Champions. Mas há muito trabalho pela frente, como demonstra a pré-época dececionante, compensada, no entanto, pelo prestigiante triunfo sobre o Manchester United

Onze provável

AC Milan (3-4-2-1): Maignan, GILA, Gabbia, Pavlovic, Saelemaekers, Modric, Jashari, DIEGO MOREIRA, Rabiot, Pulisic, GONÇALO RAMOS. Treinador: RUBEN AMORIM.

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