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Spalletti trava euforia da Juventus após a vitória: "Na segunda parte recuámos"

Luciano Spalletti no banco da Juventus
Luciano Spalletti no banco da JuventusREUTERS/Alessandro Garofalo

O treinador da Juventus analisou o triunfo fora de casa frente ao Lecce, elogiando a exibição consistente de Douglas Luiz na organização do jogo e explicando as razões da recente mudança tática para três jogadores no meio-campo

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Em declarações à Sky Sport após a vitória por 2-0 frente ao Lecce, o treinador da Juventus, Luciano Spalletti, analisou a exibição da sua equipa, alternando entre elogios e críticas: "Os nossos adversários fizeram uma excelente exibição em termos de ritmo, jogando de peito aberto. Infelizmente, na segunda parte baixámos o nível na gestão da bola, perdemos coragem e pensámos, erradamente, que podíamos apenas gerir a vantagem. Tínhamos de insistir no mesmo plano da primeira parte".

Um dos momentos-chave da conferência foi a evolução de Douglas Luiz, cada vez mais importante no projeto técnico: "Hoje fez uma exibição de grande nível. Lutou, correu atrás de todas as bolas e resolveu várias situações complexas no meio-campo".

Os números da partida
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Spalletti esclareceu depois a origem da recente mudança tática: "Não houve qualquer discussão extraordinária, os jogadores limitaram-se a expressar as suas necessidades. Ajustámos algumas coisas ao passarmos a jogar com três no meio-campo, para garantir maior solidez e consistência, e encontrámos de imediato um melhor equilíbrio. Ao mesmo tempo, é preciso colocar os jogadores nas posições que melhor lhes convêm, mesmo sacrificando extremos que até agora nos tinham dado muito. A lesão de Nico Gonzalez, aliada às poucas opções no ataque, empurrou-nos para este equilíbrio. Na segunda parte, contudo, recuámos involuntariamente".

Para terminar, uma análise às alterações do adversário e às falhas da sua equipa: "Na primeira parte, apresentaram-se num 4-3-3, mas depois do intervalo passaram a jogar com três defesas, num sistema espelhado e homem a homem. Baixámos as linhas, pressionámos com menos intensidade e abrandámos a construção desde trás, recorrendo demasiadas vezes ao guarda-redes. Com dois golos de vantagem, era preciso personalidade, sem perder as distâncias e o equilíbrio: não corremos grandes riscos, mas faltou a força necessária para fechar definitivamente as contas".

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