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Tiago Gabriel surge como possibilidade para reforçar o Nápoles

Tiago Gabriel ao serviço do Lecce
Tiago Gabriel ao serviço do LecceGabriele Maricchiolo/NurPhoto / Shutterstock Editorial / Profimedia

As lesões de Buongiorno e Beukema vão privar o novo treinador dos azzurri de dois elementos importantes do setor defensivo. As alternativas são Marianucci e Marin, descartados por Conte, enquanto se aguarda o regresso de Olivera e um reforço que poderá ser Tiago Gabriel.

O muro que Massimiliano Allegri pretende erguer à frente de Alex Meret precisa urgentemente de uma nova camada de cal e tijolos. Porque, se o técnico de Livorno sempre construiu os seus sucessos com base na solidez defensiva (Juventus é exemplo disso), a defesa que encontrou agora no estágio em Dimaro está longe de o ser. À lesão de Alessandro Buongiorno, que foi operado ao joelho e só estará disponível em janeiro, juntou-se a de Sam Beukema, que, embora seja mais o substituto de Amir Rrahmani como central direito, representa ainda assim uma garantia.

Independentemente da disposição tática – seja com uma linha de quatro ou três defesas –, a emergência defensiva no seio dos azzurri é mais do que evidente. Luca Marianucci e Rafa Marin, afastados por Antonio Conte, foram chamados nos dois primeiros jogos de preparação e poderão, sem dúvida, ser uma alternativa se forem devidamente enquadrados. No entanto, é claro que falta a Allegri um central do lado esquerdo, posição que, como já sublinhou o próprio diretor desportivo Giovanni Manna, aguarda o regresso de Mathias Olivera.

A três ou a quatro?

Depois de um Mundial desastroso com a seleção do seu Uruguai, em que jogou como central, o número 17 poderá ainda assim ser utilizado nessa função para uma circulação de bola mais rápida. O que obrigaria o novo treinador dos azzurri a recorrer a Leonardo Spinazzola e Miguel Gutierrez como laterais esquerdos, ambos mais inclinados para subir do que para defender, tal como o capitão Giovanni Di Lorenzo, que atuará no lado oposto.

Esta situação poderá, portanto, fazer com que o setor recuado dos napolitanos perca equilíbrio. Paradoxalmente, quanto menos centrais se tem, mais se pode jogar com três atrás. Até porque, convém lembrar, Di Lorenzo é capaz de atuar também como central direito num trio defensivo. Assim, enquanto se tenta encontrar uma solução com os possíveis Benoit Badiashile e Tiago Gabriel, acumulam-se nuvens sobre o futuro imediato do Nápoles.

Obras

Os dois anos com Conte ao comando dividiram o ambiente no estádio Maradona. Há quem tenha valorizado o pragmatismo de uma equipa capaz de conquistar o quarto Scudetto mais com a cabeça e o coração do que com a qualidade e a beleza. Por outro lado, há quem critique o extremo pragmatismo do treinador de Lecce, que foi substituído por alguém que, provavelmente, o supera na busca do máximo resultado com o mínimo esforço (ofensivo).

O conjunto napolitano, contudo, é um autêntico estaleiro a céu aberto, onde não só é preciso definir um sistema tático, como também perceber se haverá espaço para um Frank Anguissa descontente – o camaronês recebeu propostas que, no entanto, foram rejeitadas – e também para Kevin De Bruyne, que deverá regressar juntamente com o compatriota Romelu Lukaku, outro cuja situação permanece indefinida. No entanto, a base de tudo é a incerteza em torno da defesa, o ponto forte de um Allegri que terá de perceber como a reforçar para não correr o risco de a ver transformar-se num cavalo manco.