Acompanhe as incidências e relato do encontro
Objetivos próximos na carreira: "Acho que nunca falei para tanta gente ao mesmo tempo, só curiosos aqui dentro. O meu objetivo é chegar aos 1000 golos e a seleção. Tentar ganhar a Liga das Nações. A competição começa amanhã, é uma nova era. Aproveito para agradecer e dar os parabéns ao mister Martínez pelo trabalho excelente que fez na seleção, com ataques constantes que lhe eram feitos. É uma nova era com o mister Jorge Jesus, que todos conhecemos e bem. Espero que as coisas lhe corram bem. Tenho a certeza que vai fazer um excelente trabalho e estamos preparados. Vai ser difícil, mas temos um plantel grande e com bastante talento. Vamos estar preparados para isso".
Escolha de Jorge Jesus: "Acho que foi uma escolha perfeita. O passado é o passado. É uma nova era, um ar diferente, conceitos diferentes, táticas diferentes, idioma diferente. O que mais desejo é que as coisas corram da melhor maneira. O mister já referiu que muitos jogadores trabalharam com ele e é mais fácil para adiantar o processo. Estamos todos confiantes. Começa já amanhã, com uma grande equipa, mas estamos preparados. Vai ser um desafio longo, o míster vai ficar bastantes anos e desejo-lhe o melhor. Tenho a certeza que foi a melhor opção".
Críticas de portugueses a Cristiano Ronaldo: "Não posso ser 100 por cento sincero. Tenho de ser politicamente correto. Comentei isso em casa. Há tantos anos que jogo futebol, fui recebido bem em quase todos os sítios, em alguns sítios foi mais hostil, mas a nível de seleção foi, possivelmente, o ano em que senti mais carinho. Não digo que em Portugal não o sinta. Sinto que os portugueses gostam bastante de mim. Entendo muito bem que alguns canais gostam de me atacar e tentam matar-me há vários anos, mas não têm hipótese, só mesmo com uma caçadeira e mesmo assim desvio-me. Ficam gravadas as pessoas que gostam de mim. Fico sempre com as pessoas que gostam de mim. No Estádio do Dragão, podia haver rivalidade porque joguei no Sporting. No Estádio da Luz não vamos jogar mais, pelo menos é o que vocês dizem. Sinto o carinho dos portugueses, não é por meia dúzia de pessoas que não gostam de mim que não sinto".

Final da carreira: "Não sei. Gostava de responder, mas não sei responder a essa pergunta. A partir dos meus 30 e muitos anos, aprendi uma coisa 'vive o momento, não penses no amanhã'. É possível, é. Bastante provável, é. Não sei. Se avisar, aviso o mundo, não só os portugueses".
"Quero ajudar dentro de campo, não com o currículo que tenho"
90 minutos: "Porque é que não posso jogar 90 minutos? Viste os jogos do Al Nassr? Então sabes. Essa pergunta tens de fazer o Jorge Jesus. Tenho a certeza que não vou jogar 90 minutos nos quatro jogos".
Marca dos 1000 golos: "Já admiti que quero chegar e vou chegar, mas não tenho obsessão. Quando as coisas são assim, não saem como queremos. É desfrutar o dia-a-dia. Agora é Liga das Nações, com um novo selecionador e que eu possa continuar a desfrutar. Quero muito alcançar esse recorde, sim".

Regresso a Alvalade: "É um sentimento especial. Foi lá que começou a minha bonita história no futebol. Tenho muito orgulho por isso. Representar a seleção, passados tantos anos, onde me estreei para o mundo, é um momento bonito. É sempre um prazer representar as cores do meu país. É como se fosse a primeira vez. Entro com sentimento de alegria, paixão, emoção e quero que entremos com o pé direito. Terei um sentimento mais especial por ser naquela casa".
Seleção: "Venho à seleção porque faço a diferença no meu clube e ainda posso aportar coisas à seleção. Tudo o que o mister precisar de mim na seleção, para jogar, entrar, sair, não jogar... Tenho um orgulho enorme em jogar na seleção, ninguém tem mais internacionalizações do que eu. Não tenho outro interesse qualquer em vir à seleção, é mesmo por orgulho. Sei que o mister conta comigo. Quero ajudar dentro de campo, não com o currículo que eu tenho. Também fora de campo, por ser capitão e ter muitos anos de casa. Quero ajudar este grupo de trabalho para o que precisarem de mim".

Importância de CR7 para Jorge Jesus: "Se o mister não contar comigo, posso sair já hoje, não há problema nenhum. Se não contarem comigo, sou o primeiro. Quando sentir que não dou nada dentro de campo, não faço golos, faça mau ambiente ou que eles não queiram que esteja aqui, sou o primeiro a agarrar na mala e ir embora. Eles contam comigo, os portugueses contam comigo e é por isso que continuo na seleção. O que eu puder dar a Portugal, e tenho a certeza que continuo a dar basta ver os números, continuarei a dar. Ajudarei a FPF no que precisarem de mim e serei sempre o espectador número um desta seleção".
Possível presença no Euro: "Não penso no dia de amanhã, penso no dia-a-dia. Para mim o presente é o mais importante. Vocês estão doidinhos que eu não veja mais, sinto isso. Não são todos, são meia dúzia, mas foco-me nas pessoas que gostam de mim, pessoas que vão ao estádio para ver o Cristiano. Essa é a minha paixão para continuar a vir cá".
Golo 1000: "Sabes a resposta. Pela seleção, claro. Para mim, como disse o mister, era a cereja no topo do bolo. Era o culminar de mais uma história bonita. Não era definitiva, mas era uma história bonita".
Perguntas da imprensa internacional
Retirada após o Mundial: "Sim, pensei nisso, claro. Penso sempre nas minhas decisões, no meu futuro, no meu passado. Penso sobre tudo. É por isso que me vê aqui. Significa que vou continuar".
O que o levou a continuar: "Falei com o nosso presidente, com o meu treinador e eles contam comigo. Eu acredito que sou capaz de ajudar a seleção a atingir os seus objetivos. Posso que posso dar o meu apoio à seleção, não só através dos golos mas também fora do relvado. Esta é uma geração jovem, mas para mim o mais importante é conseguir, no relvado, marcar golos e ajudar a ganhar jogos".
Sensações após o Mundial: "Eu sinto-me bem comigo mesmo. Ao longo dos anos vamos ganhando experiência, mas há coisas que não mudam e as críticas estão sempre lá. Mesmo quando fazemos as coisas boas, as pessoas criticam, imaginem quando fazemos as más. Sei o que sou, sei o que fiz para estar aqui. Sei o que fiz para ter o sucesso que tive. Sei porque é que os miúdos me adoram. Veem-me como exemplo. Vou continuar a fazer isso, mesmo quando me retirar, daqui a 10 anos. Estou feliz comigo mesmo. Não interessa se jogo amanhã, se descanso no jogo seguinte. O importante para mim é que eu me sinta bem e as pessoas à minha volta estejam bem. Sou um homem feliz".
