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Ultrapassagem histórica em Itália: Ténis e padel superam o futebol em licenças e receitas

Sinner posa com Donnarumma
Sinner posa com DonnarummaFoto por CLAUDIO VILLA / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

O ténis e o padel superaram o futebol em número de licenças e receitas. Os dados do relatório do Comité Olímpico Italiano (CONI) confirmam o crescimento recorde destas modalidades e o sucesso de um modelo de gestão muito eficiente.

"Pela primeira vez, a Federação Italiana de Futebol já não é a que conta com o maior número de federados, tendo sido ultrapassada pela Federação Italiana de Ténis e Padel", escreveu o Il Sore 24 Ore.

O jornal indica que a ultrapassagem aconteceu em 2024, segundo o relatório periódico 'Monitoraggio Coni-Fns-Dsa', o recenseamento das associações filiadas e das entidades associadas às 48 federações desportivas, às 15 modalidades associadas e aos 14 organismos de promoção desportiva.

Pelo terceiro ano consecutivo, o número total de federados em Itália cresceu e atingiu o recorde histórico de 6.069.891 (+7,7 % entre 2023 e 2024). A Federação Italiana de Ténis (FITP) conta com 1.162.477, 20,2 % do total das licenças federativas, contra os 1.123.054 federados da Federação Italiana de Futebol (19,5 %).

Seguem-se, já à distância, o voleibol (359.797), o basquetebol (320.769) e o atletismo (292.599). A diferença, sublinha o diário económico, "entre as duas primeiras federações limita-se a cerca de 40.000 licenças, mas a FITP aumentou ainda mais em 2025, até atingir 1.254.153 federados".

Os números de Sinner
Os números de SinnerFlashscore

Não é apenas o 'efeito Sinner'

Durante este período, toda a estrutura da modalidade foi ampliada: os clubes filiados já ultrapassaram as 4.000 unidades, as escolas de ténis e padel já são mais de 2.500, os técnicos atingiram os 14.000 e os árbitros chegaram às 10.000 unidades. "Seria redutor atribuir todos estes aumentos ao 'efeito Sinner'", escreve o Il Sole.

"Mas as vitórias foram o produto, não a causa, da mudança. O modelo concebido pela federação liderada desde 2001 por Angelo Binaghi - que nessa altura contava com 130.000 inscritos - nasce de uma decisão concreta: transformar os grandes acontecimentos internacionais em geradores de receitas, que são sistematicamente reinvestidas na base e na formação", destaca também o referido meio de comunicação.

Em 2025 chegou também a ultrapassagem nas receitas: "O valor da produção da FITP superou os 240 milhões, enquanto o da FIGC se fixou nos 214 devido à ausência de uma grande competição internacional".

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