Ir para o conteúdo principal

A interminável travessia de James: Madrid, Grécia, Catar e... segunda divisão italiana?

James, com a Colômbia
James, com a ColômbiaFoto por JUAN MABROMATA / AFP

Segundo relatos da imprensa italiana, o Avelino, da Série B, está a negociar com o ex-FC Porto.

Aos 35 anos, a carreira de James Rodríguez pode resumir-se numa frase: altos e baixos. Daquele jovem que encantou o Estádio do Dragão com a sua técnica, precisão e excelente remate, restam apenas essas qualidades. O ritmo, a regularidade e a consistência desapareceram gradualmente. Da Invicta rumou ao Monaco por apenas uma época, que despertou o interesse e desapertou a bolsa do Real Madrid. Na Casa Blanca até começou bem, mas após três épocas perdeu espaço e foi cedido. 

Desde que regressou ao Real Madrid após o empréstimo ao Bayern durante duas épocas (2017-2019), as coisas não correram bem para o colombiano ao nível dos clubes. Na segunda passagem pelo Bernabéu, disputou apenas 14 jogos, contribuindo com um golo e uma assistência numa temporada em que conquistou a LaLiga e a Supertaça de Espanha.

Depois disso, transferiu-se para o Everton. Na primeira época, sob o comando de Ancelotti, um dos seus mestres, encontrou algum ritmo: 26 jogos, seis golos e nove assistências. Os números eram aceitáveis, ainda mais tendo em conta que o Everton, longe de ter uma equipa competitiva para lutar pelo apuramento europeu, dispunha de um plantel de meio da tabela.

Da Premier League ao Catar

Com o regresso de Ancelotti ao Real Madrid (2022-2023) e a chegada de Rafa Benítez ao Everton, James foi afastado dos toffees. Esperou durante todo o mercado de verão e não recebeu as propostas desejadas. Acabou no Catar, onde jogou uma época (16 jogos, cinco golos e sete assistências).

O Olympiakos da Grécia apostou na contratação do colombiano. O seu desempenho foi razoável: 23 jogos, cinco golos e seis assistências. Seguiu para o Brasil. No São Paulo não teve a etapa que esperava.

Nessa altura, disputou a Copa América 2024 e chegou à final com a Colômbia. Aí, no panorama continental, encontrou finalmente o protagonismo que procurava. Foi eleito o MVP da competição, o que lhe valeu a transferência para o Rayo.

As últimas épocas de James
As últimas épocas de JamesFlashscore

Em Vallecas, a história repetiu-se como nos outros clubes: não encaixou no sistema do treinador e transferiu-se para o Club León do México. A sua passagem pelo futebol mexicano começou bem, mas terminou quase ao fim de um ano por não renovar. Rumou ao Minesotta United, onde não chegou a fazer dez jogos (oito partidas, duas assistências) e agora, ao que tudo indica, tem uma proposta da Serie B italiana.

Se há uma carreira que se encaixa na definição de montanha-russa, é a de James. Negar o seu talento seria injusto. O seu remate e técnica são qualidades invejáveis. As suas decisões, por outro lado, deixam muito a desejar.