Recorde aqui as incidências do encontro
A lesão de Alexander Bah na vitória frente ao Marítimo (0-3) obrigava Marco Silva a mexer no onze, mas poucos esperavam que Schjelderup fosse titular para render Sudakov e se juntasse ao jovem Daniel Banjaqui como novidades. Por seu lado, Vasco Botelho da Costa também não podia contar com o castigado Guilherme Liberato, após a derrota frente ao FC Porto (2-1) e acabou a fazer duas alterações com as entradas de Mateja Stjepanovic e Rodrigo Alonso.

Pressão encarnada quebrou a resistência
Tal como nos Barreiros, o Benfica entrou na partida focado em chegar ao golo o mais rápido possível. Pavlidis ameaçou nos primeiros segundos, em posição de fora de jogo, pouco depois Prestianni rematou de ângulo apertado para uma defesa de André Ferreira e, na recarga, Rafa falhou o golo certo embora a bola tenha desviado num defesa. E até teria sido um início ideal para os encarnados visto que, aos 15 minutos, o relvado que parecia estar em boas condições começou a ceder, levantando vários tufos.

Apesar das dificuldades, o lado esquerdo das águias, nomeadamente Prestianni e Schjelderup, estava a causar muitos problemas à defesa dos anfitriões numa altura de grande desperdício: o nórdico falhou o alvo na grande área, depois foi Dahl a falhar a bola - de baliza aberta - após passe do argentino e Rafa rematou contra Gilberto Batista na sequência. A bola foi para pontapé de canto e, aí, foi André Ferreira a brilhar ao travar o cabeceamento de Tomás Araújo.
A única ameaça real do Moreirense surgiu num pontapé para a frente que obrigou Samuel Soares a sair da área para dividir um lance com Parsemain, o esférico sobrou para Landerson que atirou de primeira muito enrolado e longe do alvo, com a baliza à mercê. Na outra área sucediam-se as ocasiões e, já depois de um livre perigoso de Schjelderup, houve grande penalidade sobre Lenglet na sequência de um canto. Já em tempo de descontos, Pavlidis assumiu a marcação e abriu o marcador no último lance da primeira parte.
Ao intervalo, a vantagem não só era justa como curta, como comprovam as estatísticas: 0,08 golos esperados (xG) em quatro remates do Moreirense, contra 2,25 golos esperados (xG) em 13 remates do Benfica.

Génio à solta e bar aberto
Sem alterações nos intervenientes, a segunda parte começou com uma aproximação prometedora dos cónegos, mas Dinis Pinto falhou completamente a finalização e o lance perdeu-se. Os encarnados assentaram ideias e, 10 minutos após o reatamento, dobraram a vantagem: Prestianni trocou as voltas ao adversário dentro da área, ganhou a linha de fundo e fez um passe atrasado para Schjelderup se estrear a marcar no campeonato esta temporada. Depois de muitas ameaças, a dupla finalmente concretizou.
Vasco Botelho da Costa mexeu na equipa, mas nem houve tempo para ver o que poderia mudar: Schjelderup deu a bola a Prestianni sobre a esquerda, o argentino ligou o turbo e deixou Maracás para trás, entrou na área e rematou rasteiro e colocado para sentenciar a partida, aos 59 minutos. O extremo de apenas 20 anos tem estado absolutamente intratável neste arranque de temporada. Talvez por isso tenha sido resguardado por Marco Silva, que também retirou Pavlidis e Leandro Barreiro.
Depois de apenas seis minutos disputados frente ao Aarhus, o capitão Fredrik Aursnes foi lançado para dentro de campo e só precisou de cinco minutos para se estrear a marcar num lance de extrema passividade defensiva. Schjelderup, sobre a esquerda, fez um passe simples para dentro da área à procura de Durán, que nem sequer se fez ao lance, a defesa parecia ter tudo sob controlo, mas... ninguém se fez à bola. Aursnes apareceu no sítio certo e colocou-a por entre as pernas de André Ferreira para dar contornos de goleada ao resultado.
A partir daí, Marco Silva continuou a gerir o plantel e promoveu a estreia do reforço Souffian El Karouani e não houve praticamente mais motivos de interesse até ao apito final.

Melhor em campo Flashscore: Gianluca Prestianni (Benfica).

