Mas o presidente da AFC, Sheikh Salman bin Ebrahim al-Khalifa, afirmou também que não têm "pressa" para tomar uma decisão sobre o principal torneio de futebol da Ásia.
A Taça Asiática de 2027 deverá arrancar a 7 de janeiro, nas cidades sauditas de Jeddah, Riade e Al Khobar.
O reino tem sido alvo de ataques contínuos nos últimos dias, numa dramática escalada da guerra com o grupo houthi apoiado pelo Irão.
"Podemos esperar até ao final de novembro," afirmou na quarta-feira, em Zurique, o presidente da Confederação Asiática de Futebol aos jornalistas, sobre uma decisão quanto ao futuro da Taça Asiática: "As coisas podem mudar muito rapidamente, para melhor ou para pior, na região, e é uma questão de ver o que acontece. Se for necessário tomar uma decisão, fá-lo-emos, mas poderíamos adiar um ano, para 2028, se for necessário. Mas, neste momento, estamos a acompanhar a situação e tudo está previsto."
A equipa de Cristiano Ronaldo, o Al Nassr, viu o seu jogo da Liga dos Campeões Asiática ser adiado por uma hora na segunda-feira, depois de a coligação militar liderada pela Arábia Saudita ter afirmado que intercetara um míssil disparado na direção de Riade.
Três jogos do futebol saudita, incluindo um com o Al Nassr, foram adiados esta semana.
O torneio de ténis de exibição Six Kings Slam, que deveria contar com Novak Djokovic, Carlos Alcaraz e Alexander Zverev, foi adiado para o final de dezembro.
A Austrália, uma das 24 equipas que vão disputar a Taça Asiática, afirmou esta semana que estava a "acompanhar de perto" a situação na Arábia Saudita.
A organização que representa os jogadores sul-coreanos afirmou na quinta-feira existir uma "séria preocupação relativamente à segurança de todos os jogadores participantes na Taça Asiática".
"As tensões militares e a instabilidade na segurança que persistem no Médio Oriente são questões que não podem ser menosprezadas", afirmou Lee Keun-ho, presidente da Associação de Futebolistas Profissionais da Coreia (KPFA), segundo a agência de notícias Yonhap.
Lee acrescentou que "o valor de nenhum torneio pode sobrepor-se à vida e à segurança dos jogadores e adeptos de futebol".
