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Missão quase impossível: Santos tenta desafiar a história contra o Palmeiras de Abel Ferreira

Neymar não jogou na primeira mão, mas joga na segunda
Neymar não jogou na primeira mão, mas joga na segundaJosiel Amaral/AGIF via AFP

O Santos precisa de conseguir três golos de diferença sobre o Palmeiras para sobreviver na Taça do Brasil, mas chega ao jogo decisivo na Vila Belmiro com um problema que vai além do resultado: anda longe do golo. Nos últimos quatro jogos, o Peixe marcou apenas duas vezes. Para transformar o 3-0 da primeira mão num apuramento, terá de produzir em 90 minutos mais do que conseguiu nos últimos 360.

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Os números aumentam o tamanho da montanha. O Palmeiras, melhor visitante do Brasileirão, tem média de 1,63 golos marcado e apenas um sofrido por jogo fora de casa em 2026, considerando todas as competições. O Santos, por sua vez, marcou três vezes em apenas quatro partidas na temporada - e somente uma delas contra um adversário da Série A.

O Santos marcou apenas 2 gols nos últimos 4 jogos. Hoje precisa de 3
O Santos marcou apenas 2 gols nos últimos 4 jogos. Hoje precisa de 3Flashscore

Raro na Taça do Brasil

Na história da Taça do Brasil, apenas oito confrontos tiveram uma diferença de três gols revertida no jogo da segunda mão. Em alguns casos, a desvantagem era ainda maior. E, em três oportunidades, uma equipa perdeu exatamente por 3-0 na primeira mão e conseguiu devolver a diferença: o Corinthians contra o Cianorte e o Treze diante do Ulbra, ambos em 2005, além do Flamengo contra o Coritiba, em 2014.

O Corinthians venceu o Cianorte por 5-1 e avançou. No mesmo ano, o Treze foi foi ainda mais contundente: após perder por 3-0 com o Ulbra, goleou por 5-0 na segunda mão e apurou-se. Já o Flamengo devolveu o 3-0 contra o Coritiba, em 2014, levando a decisão para os penáltis e garantindo a vaga.

Contra o Verdão é mais difícil

Pesa também os números do próprio Palmeiras. O emblema alviverde não perde uma partida por três ou mais golos de diferença na Taça do Brasil há 13 anos - ou 72 jogos. A última vez foi a 28 de agosto de 2013, quando caiu diante do Athletico-PR, derrotado por 3-0 em Curitiba, após vencer a primeira mão por 1-0.

Ou seja: para reescrever o confronto, o Santos terá de quebrar mais de uma barreira. Precisa encontrar três golos que raramente apareceram esta temporada, superar uma defesa visitante entre as mais sólidas do país e fazer o que, em 13 anos e 72 jogos, nenhum rival conseguiu contra o Palmeiras na Taça do Brasil.

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