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O histórico não joga a favor: além do tabu do clube, o técnico Rogério Ceni persegue o mesmo milagre desde que iniciou sua carreira no banco de suplentes, em 2017. Uma "remontada épica" não seria apenas um marco estatístico, mas o remédio necessário para estancar a pressão crescente da torcida sobre o elenco.
Medo de decisões fora?
Desde a criação da Taça do Brasil em 1989, esta é a 35.ª participação do Bahia no torneio. Embora o Esquadrão tenha chegado aos quartos de final nos últimos três anos, o patamar já não satisfaz os adeptos, que passou a exigir voos mais altos após a chegada do Grupo City.
O grande obstáculo, porém, é um tabu histórico: o Tricolor nunca conseguiu avançar de fase na competição após perder o jogo da primeira mão como anfitrião.
A última vez que o Esquadrão reverteu um agregado na Taça do Brasil foi em 2012, diante do próprio Remo, mas num contexto completamente diferente do atual. Naquela ocasião, o conjunto paraense vivia um momento de fragilidade, figurando na Série D e vindo de um vice-campeonato estadual para o Cametá.
O que realmente assombra o adepto baiano é o fato de que todas as reviravoltas históricas do clube no torneio ocorreram em Salvador. Eesta quarta-feira, o cenário é oposto: o Bahia terá que procurar uma vitória por dois golos de diferença num ambiente totalmente hostil e longe de seus domínios.
Bahia longe de casa
Embora ostente a marca de terceiro melhor visitante do Brasileirão 2026, o Bahia peca quando o assunto é autoridade no marcador. Todas as vitórias da equipa fora de casa nesta temporada - somando torneios nacionais e internacionais - foram pela vantagem mínima.
Este histórico liga o alerta para o duelo decisivo, já que triunfos dilatados como visitante são raros na rotina tricolor: a última vez que o Bahia venceu por dois golos de diferença fora de casa na Taça do Brasil foi em 2024, no 2-0 contra o Criciúma.
Rogério Ceni e a Taça
Com 39 jogos no currículo como treinador na Taça do Brasil, Rogério Ceni convive com um histórico paradoxal: são 16 vitórias, 11 empates, 12 derrotas e 8 eliminações. A competição guarda lembranças amargas, especialmente por um fenómeno raro: por dois anos consecutivos, Ceni foi eliminado duas vezes na mesma edição pelo mesmo carrasco.
Em 2019, o Athletico-PR eliminou o Fortaleza de Ceni nos oitavos de final. Meses depois, já no comando do Cruzeiro, o técnico reencontrou o Furacão nas meias-finais e acabou eliminado novamente após uma derrota por 3-0.
O roteiro se repetiu em 2020: após cair com o Fortaleza para o São Paulo nos oitavos, Rogério assumiu o Flamengo e reencontrou o clube paulista nos quartos, sofrendo duas novas derrotas e uma nova eliminação com o mesmo adversário.
