Edin Dzeko segurou orgulhosamente o troféu de melhor em campo diante da câmara após o seu bis e, de seguida, tirou um "selfie de vencedor" com o colega Junior Adamu. Mais uma vez, o avançado provou que a idade é apenas um número.
Com 40 anos, o bósnio levou o Schalke 04 à segunda ronda da Taça da Alemanha e tornou-se, depois de Karl Lambertin e Claudio Pizarro, o terceiro marcador mais velho da história da competição. Colegas como Robin Gosens não pouparam nos elogios.
Dzeko tem "uma presença e aura impressionantes", afirmou Gosens. "Qualquer equipa pode considerar-se feliz por ter um jogador assim", acrescentou Timo Becker. Também o treinador Miron Muslic sabe bem o valor do seu ponta de lança: "Mesmo tendo já uma certa idade, não se perde o posicionamento, o jogo combinado, o instinto. Vamos precisar do Edin."
Frente ao Hallescher FC, Dzeko entrou apenas aos 64 minutos. 17 minutos depois, colocou o Schalke em vantagem através de um penálti (81'), já no prolongamento assistiu Moussa Sylla para novo golo (98') e, aos 117 minutos, fechou o resultado em 5-2.
Aos 40 anos, Dzeko voltou a ser o jogador decisivo. "Sabemos que o Edin tem esta qualidade incrível na área, esta presença, este instinto", disse Muslic. Ainda assim, "não seria justo para os outros jogadores dizer que tudo depende do Edin", sublinhou Gosens. Não se deve comparar Dzeko com outros jogadores, pois aquilo que o bósnio tem "não se aprende".
No Schalke, todos sabem o que têm em Dzeko. Especialmente Gosens. "Eu sei como ele pensa e como joga futebol. A ligação existe e espero que continue a dar frutos durante a Liga", afirmou o defesa, que já tinha jogado com Dzeko no Inter de Milão e na Fiorentina.

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