Em declarações à Sporty FM, o número um do St. Gallen descreveu Queiroz como “um grande treinador” e elogiou o ambiente que o português construiu no balneário dos Black Stars durante o seu curto, mas bem-sucedido, período à frente da equipa.
“Não sei qual é a situação do seu contrato, mas sinto que é um grande treinador e gosto da forma como trouxe positividade ao grupo. Se a direção quiser que ele continue, será uma boa decisão".
“Seria bom que Carlos Queiroz continuasse. Mas, em última análise, a decisão cabe à direção dos Black Stars".
As declarações do jogador de 29 anos surgem numa altura em que o futuro de Queiroz tem dominado as conversas no futebol ganês.
Nomeado com um contrato inicial de quatro meses em abril, poucas semanas antes do Mundial-2026, o vínculo do técnico de 73 anos termina formalmente no final de julho e tanto o Ministério do Desporto e Lazer como a Federação de Futebol do Gana (GFA) já manifestaram vontade de o prolongar.
O Ministro do Desporto, Kofi Adams, manifestou publicamente o seu apoio a um novo contrato de dois anos a 14 de julho, afirmando que gostaria que a decisão tivesse sido tomada mais cedo, mas que qualquer renovação exige acordo com a GFA.
Três dias depois, o Presidente John Dramani Mahama foi ainda mais longe, aproveitando uma visita de inspeção ao Estádio Desportivo de Ho, na Região do Volta, para apelar às autoridades do futebol ganês que persuadissem Queiroz a continuar.
“Tenho a certeza de que, se mantivermos esta equipa e convencermos o treinador Carlos Queiroz a continuar a trabalhar com a equipa, na próxima CAN e no próximo Mundial, teremos uma equipa capaz de conquistar o título em qualquer uma dessas duas competições", afirmou.

Espera-se que o anúncio oficial de um novo contrato de dois anos, válido até à Taça das Nações Africanas de 2027, seja feito nas próximas semanas.
Sob o comando de Queiroz, o Gana alcançou os 16 avos de final do Mundial-2026, depois de vencer o Panamá por 1-0 em Toronto, empatar 0-0 com a Inglaterra em Foxboro e perder 2-1 com a Croácia em Filadélfia.
O próprio guarda-redes falhou o jogo com a Inglaterra devido a uma lesão na virilha sofrida frente ao Panamá, regressando depois para os encontros com a Croácia e a Colômbia.
Ati-Zigi, ao longo do seu percurso como titular da baliza do Gana, tem sido alvo de críticas incisivas por parte de alguns setores da opinião pública ganesa. Sob o comando de Otto Addo, perdeu o estatuto de número um para Benjamin Asare durante a qualificação para o Mundial-2026. Questionado sobre essas críticas na mesma entrevista, respondeu com serenidade.
“A crítica faz parte do desporto, mas não altera nada no meu jogo. Como guarda-redes, a prioridade é evitar golos", atirou.
Espera-se que Ati-Zigi continue a ser a primeira escolha de Queiroz para a baliza, à medida que os Black Stars centram atenções na qualificação para a CAN-2027, que começa com o jogo de setembro frente aos gigantes africanos da Costa do Marfim.
