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Hassan, 60 anos, renovou o contrato até 2030 depois de levar o Egito aos oitavos de final do Mundial deste ano, mas a FEF afirmou que a decisão surgiu na sequência de uma análise dos acontecimentos recentes.
"A Federação Egípcia agradeceu a Hossam Hassan os esforços desenvolvidos durante o seu período no comando e desejou-lhe sucesso na próxima etapa da sua carreira. A direção nomeou também Ali Maher como selecionador da equipa nacional para o período que se segue", pode ler-se num comunicado.
O Egito conseguiu a sua primeira vitória num Mundial frente à Nova Zelândia sob o comando de Hassan, antes de bater a Austrália no desempate por penáltis, na ronda dos 32. No entanto, deixou escapar uma vantagem e perdeu por 3-2 frente à Argentina nos oitavos de final.
O empate caseiro a 0-0 com Angola, em setembro, num jogo de qualificação para a Taça das Nações Africanas, foi alvo de críticas depois de Hassan ter substituído a estrela Mohamed Salah aos 60 minutos.
O avançado do Trabzonspor abandonou o estágio da seleção, tendo a FEF explicado que evita jogar em relvados artificiais e, por isso, falharia o encontro com o Sudão do Sul. O presidente da FEF, Hany Abo Rida, viajou este mês para a Turquia para se encontrar com Salah.
Maher, de 52 anos, assumirá o comando do Egito depois de uma passagem de sucesso pelo Ceramica Cleopatra.
Hassan, que recebeu uma suspensão de três jogos da FIFA depois de criticar o árbitro na sequência da derrota do Egito frente à Argentina, deixou a seleção após 38 jogos no comando, com 21 vitórias, 10 empates e sete derrotas.
O Egito defronta o Maláui por duas vezes este mês, na qualificação para a Taça das Nações Africanas.
