"Decidi demitir-me do meu cargo de presidente da NFF", declarou Ibrahim Musa Gusau em conferência de imprensa, na sede da NFF em Abuja.
Embora a Nigéria seja uma das grandes nações do futebol africano, a NFF tem sido acusada há muito tempo de corrupção e má gestão.
A demissão de Gusau surge um mês antes da realização de eleições na Federação, que lidera desde que foi eleito em 2022. Gusau anunciou ainda que vários membros do conselho de administração deveriam igualmente demitir-se, sem, no entanto, especificar o número.
Meios de comunicação locais noticiaram que a NFF estava a ser investigada pelo Departamento de Serviços do Estado (DSS), a polícia secreta nigeriana, devido à suspeita de uso indevido de 17 mil milhões de nairas (cerca de 11 milhões de euros) recebidos do governo em 2024 para resolver pagamentos em atraso a jogadores e dirigentes da seleção.

Os jogadores e treinadores da seleção protestaram publicamente em várias ocasiões devido ao não pagamento dos seus salários. A última polémica surgiu após a não qualificação da equipa feminina para o Mundial-2027.
Na última Taça das Nações Africanas (CAN) feminina, a Nigéria chegou como detentora do troféu, mas foi eliminada nos quartos de final. Depois perdeu 2-1 frente à África do Sul no play-off de acesso ao Mundial, o que significou que as Super Falcons vão falhar o torneio pela primeira vez desde a sua criação em 1991.
A seleção masculina, as Super Águias, também não conseguiu qualificar-se para o Mundial-2022 nem para o de 2026.
Perante a imprensa, Gusau defendeu os resultados da sua gestão e atribuiu os problemas financeiros da organização à situação económica do país e às flutuações do valor da naira, moeda nacional.
Anunciou ainda uma parceria com a Adidas que "vai dar 4,5 milhões de dólares por ano à Nigéria".
