Recorde as incidências da partida
Dia histórico no futebol português: "Ainda não tenho noção do que atingimos. Recordo-me de me terem perguntado na antevisão das meias-finais se conhecia o treinador que tinha sido finalista da Taça com o Torreense. Na altura não sabia e respondi que um dia gostava de ser recordado como um dos finalistas. Não só eu, também o grupo. Nunca se trata de uma pessoa. Este grupo vai ficar para sempre gravado na história do Torreense e do futebol português."
Agora play-off com o Casa Pia: "É uma semana muito curta, intensa. Não tivemos muito tempo para pensar neste jogo. Se calhar foi um dos fatores que nos ajudou, apesar de agora parecer bonito dizer isto depois de ter ganho. Não tivemos muitos dias para preparar o jogo. Como lhes disse, preparámos o jogo desde o início da época, para jogar contra qualquer equipa. Nós com muito menos bola, tínhamos de esperar, defender bem e sair no ataque. Tivemos o mérito de marcar logo cedo no jogo, que nos deu confiança. Fui sentindo que éramos capazes de aguentar os ataques do Sporting. Esta equipa trabalha muito defensivamente. A nossa maior força é a capacidade de sofrimento. Estava tranquilo, foi ver o Sporting ao detalhe e tapar as suas maiores forças."
Segredo para este sucesso? "Ainda há cinco meses estava na Liga Revelação. Apanhei um grupo extraordinário, seria difícil fazer um trabalho tão bom se tivesse outro tipo de personalidades. Foi fácil agregar os jogadores. E se não tivermos resultados, a ideia não cola. Fomos ganhando. Fomos a equipa que fez mais pontos na Liga 2 na segunda volta. Hoje tudo era possível, acreditámos sem pânico ou entrar em euforia."
