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Torres Vedras está prestes a viver dias históricos. Além da marcação do "evento que não é Carnaval, mas também tem Carnaval", como explica a organização, o Estádio Manuel Marques pode ser o epicentro das celebrações na cidade, a começar já esta quinta-feira.
O Torreense está a um pequeno passo de conseguir o segundo apuramento para uma final da Taça de Portugal em toda a sua história, basta para isso vencer o Fafe, em casa, na segunda mão das meias-finais.
A formação azul-grená é favorita a passar diante de uma equipa da Liga 3, depois de ter caído nas meias-finais em 1976/77 e 1978/79, diante de FC Porto (3-0) e Sporting (0-1, após prolongamento), respetivamente.

Bilhete para o Jamor e para a Liga Portugal
O final do mês de abril marca o início das decisões para o Torreense. A equipa de Luís Tralhão procura conseguir bilhete para o Jamor, mas também tem aspirações claras na Liga 2.
O triunfo na última jornada diante do Marítimo (1-0) garantiu que o conjunto continuasse em posição de play-off de subida, com os mesmos pontos da União de Leiria e a quatro do Académico de Viseu, que ocupa o 2.º posto de promoção automática.

35 anos depois, 2026 pode ser um ano marcante na história do Torreense, que não está presente no principal escalão do futebol nacional desde a temporada 1991/92.
Depois da partida diante do Fafe, a formação de Torres Vedras foca todas as atenções no campeonato, com quatro jornadas pela frente: Feirense (fora), Penafiel (casa), Lusitânia de Lourosa (fora) e Vizela (casa). O calendário parece sorrir aos de Torres Vedras, que não têm rivais diretos na luta pela promoção nesta reta final.

Nesta altura da Liga 2, o Torreense pode até evitar a ida ao play-off, embora dependa dos resultados do Académico de Viseu, uma vez que o Marítimo tem praticamente assegurada a promoção ao primeiro escalão, adiada após a derrota no Estádio Manuel Marques.
Sotaque espanhol aponta à subida
Apesar das 12 nacionalidades no balneário, é o sotaque espanhol que dita o ritmo. Se equipas como Académico de Viseu e Leiria têm um goleador destacado - Clóvis e Juan Muñoz, respetivamente -, no Torreense tem sido a capacidade goleadora de Manuel Pozo (oito golos) e a projeção de Javi Vázquez pela esquerda (sete assistências) a conduzir o conjunto azul-grená na luta pela subida.

Na Taça de Portugal, destaque para a eficácia do avançado costa-marfinense Kevin Zohi, com quatro golos na prova. Mas há sempre espaço para o aparecimento de heróis mais ou menos improváveis. Lucas Paes tem sido um dos melhores guarda-redes da Liga 2 e pode voltar a ser decisivo já esta quinta-feira, tal como foi no início da campanha da equipa, ao defender o penálti de João Silva na vitória sobre a Oliveirense (1-1, 5-4 g.p.), naquele que foi, até ao momento, o seu único jogo na competição.
Não só no masculino... e não só no futebol
O crescimento do Torreense enquanto clube será mais visível caso a equipa consiga chegar ao Jamor e subir à Liga Portugal, mas o desenvolvimento de todo o grupo é visível em várias áreas.
No futebol feminino, o Torreense conquistou, esta temporada, a primeira Taça da Liga da sua história, depois de já ter feito a estreia a vencer a Taça de Portugal e a Supertaça, e consolidou-se como uma das melhores equipas portuguesas no panorama da modalidade.

Além do futebol, nota de destaque também para o futsal. Em 2026/27, a formação de Torres Vedras já garantiu a presença no play-off da primeira divisão, onde volta a defrontar o Sporting, tal como na temporada 2023/24, e assegurou a melhor classificação da sua história na fase regular (7.º lugar).
Na mesma modalidade, mas no feminino, o Torreense lidera a fase de subida ao primeiro escalão, com 19 pontos, os mesmos do Sporting.
