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Abel Ferreira promete silêncio sobre arbitragem: "Só me prejudiquei"

Abel Ferreira, treinador do Palmeiras
Abel Ferreira, treinador do PalmeirasMarcello Zambrana / AGIF / AGIF via AFP

O Palmeiras deu um passo importante rumo à final da Taça do Brasil, este domingo, ao vencer o Vasco por 1-0, na primeira mão das meias-finais. Apesar do triunfo em casa, a conferência de imprensa do treinador Abel Ferreira ficou marcada por um longo desabafo sobre o seu historial com a arbitragem brasileira.

Recorde as incidências da partida

Questionado sobre as queixas do Vasco relativamente a uma alegada grande penalidade por assinalar, devido a um toque de mão do defesa Barboza, o treinador do Palmeiras começou por desvalorizar a polémica.

"Não tenho nada a dizer sobre isso, percebo a pergunta. Podia perguntar-me sobre o Lucas (Evangelista), que levou com um braço na cara. Vou deixar-vos criar conteúdos, vocês precisam de cliques. São bons lances para vocês criarem conteúdos", atirou.

"Nunca nenhum treinador na história do futebol brasileiro foi castigado com tantos jogos como eu por reclamar. A conclusão a que cheguei, infelizmente, depois de seis ou sete anos, com a experiência que tenho, e devia ter aprendido mais depressa, é que estou a bater com a cabeça contra a parede", acrescentou, já na reta final da conferência de imprensa.

O técnico português defendeu a necessidade de mudanças estruturais no futebol brasileiro e lamentou as consequências pessoais que sofreu por defender o clube.

"Quando o futebol deixar de ser político, acredito que as coisas podem melhorar. Só me prejudiquei por defender o Palmeiras (...) Não vou voltar a falar dos árbitros", prometeu.

"Vou deixar esse tipo de situações, se é penálti ou expulsão, para vocês, que gostam disso. Os erros vão acontecer sempre, sejam expulsões ou não. Tenho de acreditar que os erros acontecem porque todos nós os cometemos", comentou Abel Ferreira.

Além das questões relacionadas com a arbitragem, Abel Ferreira manifestou-se contra as recentes discussões sobre a limitação do número de jogadores estrangeiros nas competições brasileiras, defendendo medidas de incentivo à utilização de jovens futebolistas em vez de restrições no mercado.

"Mais do que proibir estrangeiros, porque não gosto dessa lei, é obrigar a ter jogadores jovens na equipa. O ideal não é proibir estrangeiros, mas sim adotar uma medida positiva para os jovens", defendeu o treinador português.

A vitória em casa permite ao Palmeiras entrar na segunda mão das meias-finais com a vantagem de poder empatar para garantir a presença na final da Taça do Brasil. O encontro decisivo está agendado para o próximo domingo, às 20:00 de Portugal continental, em São Januário.

Antes disso, a formação orientada por Abel Ferreira defronta o Remo, esta quinta-feira, em partida do Brasileirão.

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