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Para quem pensa que Di María regressou apenas para ser um jogador de luxo, utilizado pontualmente durante os jogos, os números mostram precisamente o contrário. Na fase de grupos da Libertadores, participou em cinco partidas com a camisola dos Canallas e, na maioria delas, esteve em campo praticamente até ao fim.
Soma dois golos na competição sul-americana. Além disso, Di María é um dos líderes do plantel rosarino em passes decisivos e progressões com bola. A jogar agora mais por dentro, numa espécie de papel de médio, e já não como extremo veloz junto à linha, o campeão do mundo pela Argentina no Catar tornou-se o verdadeiro maestro do Rosario Central.

Equipa afinada
Há pouco mais de um ano no clube, Di María já conquistou um troféu nacional e ajudou a recolocar o Rosario Central, dez anos depois, na fase a eliminar da Libertadores.
Mas a equipa argentina, que também aposta no fator casa para ganhar força na competição, no famoso Gigante de Arroyito, vai muito além de Di María. Entre as 16 equipas que continuam em prova, o conjunto orientado por Almirón apresenta a melhor defesa. Sofreu apenas um golo, na derrota por 1-0 frente ao Independiente del Valle, no Equador, o único desaire em seis jogos.

Esta temporada, o Rosario Central disputou 16 partidas em casa, com um saldo de 10 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas. A invencibilidade em Rosario já dura há 11 jogos. A equipa não perde no seu estádio desde 20 de fevereiro, quando foi derrotada por 1-0 pelo Talleres, na Liga Argentina.

Com a 11 albiceleste
Di María também construiu uma história marcante ao serviço da seleção argentina, apesar de ter passado vários anos entre críticas e desilusões. Estreou-se em 2008 e, ao longo de 16 anos, somou 145 internacionalizações pela Albiceleste, tornando-se o terceiro jogador com mais jogos pela seleção, atrás apenas de Messi e Mascherano.
Foi campeão olímpico em 2008, ao marcar o golo do título frente à Nigéria, e teve papel decisivo na conquista da Copa América de 2021, com o golo da vitória diante do Brasil. Venceu também a Finalíssima de 2022 e, no mesmo ano, marcou na final do Mundial frente à França.
A despedida aconteceu em grande: em 2024, Di María voltou a conquistar a Copa América e encerrou o percurso pela seleção como um dos grandes símbolos da geração mais vitoriosa da história do futebol argentino.
