"Agradeço às minhas colegas de equipa pelo apoio, pois o futebol é um desporto coletivo. Se sou a MVP, toda a equipa também o é", afirmou Bihina em declarações à sua assessoria de imprensa, destacando o crescimento de uma seleção ainda jovem. "Tudo o que nos acontece é fruto de um trabalho meticuloso. Somos um grupo jovem e vamos ganhando experiência a cada jogo."
A internacional camaronesa voltou a assumir papel decisivo na meia-final frente a Marrocos. Depois de defender um penálti aos 118 minutos, evitando a eliminação no prolongamento, travou mais três remates no desempate por grandes penalidades e ajudou os Camarões a vencer por 1-3.
A eficácia nos 11 metros não surge, garante, por acaso. "Há uma preparação. Analisamos as possíveis rematadoras de cada equipa e depois acrescento a minha pequena experiência", explicou a guarda-redes, que já tinha sido determinante nos quartos de final diante da Nigéria.
Segue-se agora o último obstáculo. Os Camarões procuram conquistar pela primeira vez a competição e Bihina admite que a dimensão do momento é impossível de ignorar. "A pressão continua presente, mas tentamos manter a calma o máximo possível. Vamos preparar o jogo com muita concentração e humildade e dar o nosso melhor em campo."
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A possibilidade de fazer história dá ainda maior significado à final. "Quero agradecer aos adeptos pelo apoio e acompanhamento desde o início da competição. Ganhar este troféu significa muito para nós, porque nunca o ganhámos. É uma oportunidade perfeita para conquistarmos a nossa primeira estrela", concluiu.

