Em entrevista à Rádio La Red, da Argentina, Verón explicou que a escolha do central na meia-final contra o Flamengo foi planeada com respaldo jurídico prévio.
"Sobre Marcos (Rojo), procurámos perceber bem a situação, com a noção de que não queríamos ter nenhum problema. Depois de nos informarmos e sabermos que estávamos bem, fizemos a apresentação, e o TAD estava a nosso favor. A partir daí veio a habilitação do Marcos", afirmou o antigo internacional.
A declaração ocorre após o Fla acionar o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) alegando irregularidade na utilização do defesa e exigindo a vaga na decisão continental contra o Palmeiras, agendada para o dia 28 de novembro.
A controvérsia envolve a contratação de Marcos Rojo após o encerramento da janela de transferências da Argentina. O atleta foi impedido pela CONMEBOL de jogar na primeira mão, mas esteve em campo no Rio de Janeiro amparado por uma providência cauteral concedida pelo próprio TAD.
O prazo para a apresentação da defesa do Estudiantes junto ao tribunal internacional encerrou na última segunda-feira. Neste momento, Flamengo e CONMEBOL aguardam a deliberação final.
Apesar da pendência jurídica, o mandatário do clube argentino demonstrou tranquilidade quanto ao desfecho do processo e à presença da equipe no jogo decisivo.
"Estamos à espera da resolução definitiva do TAD, não sabemos quando será realizado (o julgamento), se antes ou depois da final. O importante é que ele foi habilitado pelo TAD. E sobre o que se defina para frente, nós não corremos riscos de não jogar a final", concluiu Verón.
