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Os números mostram um jogador que combina precisão nos passes, participação na construção ofensiva e capacidade de fazer a bola circular no campo adversário. E que, diante do Flu, também costuma aparecer como goleador.
O principal indicador está na distribuição de jogo no último terço, a região mais próxima da baliza adversária. Marlon Freitas lidera o ranking de passes tentados que terminam nessa faixa entre os jogadores das quatro equipas que chegaram às meias-finais.
Até agora, são 161 passes, dos quais 129 foram certos. O aproveitamento de 80,1% é expressivo para um setor em que os espaços são mais reduzidos e a marcação costuma ser mais intensa.
O médio supera nomes como o companheiro Jhon Arias, que soma 124 passes certos no último terço, Lucho Acosta, do Fluminense, com 118, e Guga, com 111. Andreas Pereira, do Palmeiras, aparece com 100.
A liderança de Marlon Freitas, portanto, não se resume ao volume de tentativas, mas também à quantidade de passes que efetivamente chegam ao destino.
Precisão nos passes
A importância do jogador formado justamente pelo adversário desta noite também aparece nos números gerais. São 627 passes tentados e 555 certos, o que representa um aproveitamento de 88,5%.
Nenhum outro jogador entre os semifinalistas da Libertadores alcança esse volume de passes certos. Murilo, do Palmeiras, aparece com 524, enquanto Guga soma 480 e Martinelli, 469.
A distribuição entre os dois lados do campo ajuda a dimensionar ainda mais a participação do médio. Marlon Freitas realizou 276 passes no próprio campo, com 259 acertos e precisão de 93,8%.

No campo adversário, foram 351 tentativas e 296 acertos — aproveitamento de 84,3%. Ou seja, a sua participação na circulação de bola não fica restrita à saída de jogo, porque o maior volume de passes ocorre no território do adversário.
A participação ofensiva também aparece na criação de oportunidades. Marlon Freitas acumula 20 chances criadas, sendo 19 em jogadas de bola corrida e uma em bola parada. Nesse fundamento, fica atrás apenas de Jhon Arias, que soma 25 oportunidades criadas entre os jogadores relacionados no levantamento.
O médio ainda regista quatro chances claras criadas (uma delas também contra o Flu, no Maracanã), uma assistência e uma segunda assistência — o passe que antecede a assistência para a baliza.

Carrasco do Flu
O conjunto das estatísticas revela um jogador que vai além da função tradicional de proteção à defesa. Marlon Freitas participa na saída de bola, dá sequência às jogadas no campo adversário e contribui para a criação de oportunidades.
O seu diferencial na Libertadores está justamente nessa combinação: muito volume de jogo, poucos erros e presença constante na construção ofensiva. Contra o Fluminense, historicamente, ainda acrescenta outra virtude: pontaria.
Desde o início da carreira profissional, em 2017, no próprio Fluminense, Marlon Freitas marcou 25 golos. Cinco deles (20%) foram justamente contra o clube que o formou.
Até hoje, o camisola 17 do Palmeiras balançou as redes de 18 adversários diferentes. Só contra três marcou mais de uma vez. Além do Flu, a lista inclui o Grémio (4) e a Ponte Preta (2).
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