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A começar pelo comando técnico. Se a direção do Verdão deu respaldo a Abel mesmo quando os resultados não foram bons, como na eliminação frente ao CRB para a Taça do Brasil, quatro meses depois da conquista contra o Peixe, no Santos a situação chega a ser dramática.
Um Abel, 17 nomes no Santos
Depois da saída de Cuca, treinador da final da Libertadores no Maracanã, 17 nomes diferentes passaram pela Vila Belmiro. Considerando todos, com os interinos, são 22 mudanças. Fábio Carille aparece duas vezes e Marcelo Fernandes, seis, cinco como interino e uma como efetivo. Cuca, agora, está em mais uma passagem e não entra ainda na lista de ex-treinadores.
Um clube, 17 treinadores
Marcelo Fernandes
Ariel Holan
Fernando Diniz
Fábio Carille
Fabián Bustos
Lisca
Orlando Ribeiro
Odair Hellmann
Claudimiro Santiago
Paulo Turra
Diego Aguirre
Pedro Caixinha
Leandro Zago
César Sampaio
Cléber Xavier
Matheus Bachi
Juan Pablo Vojvoda
Outra discrepância está na quantidade de títulos vencidos por Abel Ferreira e pelo Santos, como um todo, no mesmo intervalo de tempo. A equipa técnica do Alviverde soma 11 conquistas. Abel é o treinador mais vencedor da história centenária do clube.
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Do lado do Alvinegro Praiano, apenas uma conquista. E é um troféu que o adepto nem tem vontade de comemorar. Com Carille, em 2024, o Peixe conquistou a Série B e voltou para a elite do futebol nacional. Detalhe: o Santos nunca tinha sido despromovido na sua história.
Decisão de 2015 mudou rumo dos rivais
Em jogos a eliminar da Taça do Brasil, além do confronto de agora, Santos e Palmeiras enfrentaram-se duas vezes, e o registo é totalmente favorável ao Palmeiras. O primeiro encontro aconteceu em 1998, nas meias-finais. Foram dois empates, por 1-1 no antigo Palestra Itália e por 2-2 na Vila Belmiro. Naquela época, o critério de desempate era o golo fora de casa, e o Palmeiras avançou para a final. O conjunto de Luiz Felipe Scolari acabaria por conquistar o título diante do Cruzeiro.

Mas nenhum desses confrontos teve o peso da final de 2015. Os dois clubes já tinham decidido o Campeonato Paulista daquele ano, com o Santos campeão, e voltaram a encontrar-se meses depois, agora pelo título nacional.
O Peixe venceu por 1-0 na Vila Belmiro, com golo de Gabriel Barbosa, e o Palmeiras precisava de ganhar por dois golos de diferença para ser campeão diretamente. No Allianz Parque, Dudu marcou duas vezes, o Santos descontou por Ricardo Oliveira e a decisão foi para os penáltis. Fernando Prass defendeu o remate de Gustavo Henrique e, depois, converteu a penalidade que confirmou o título por 4-3.
Se a final da Libertadores marcou o início da Era Abel, aquela decisão, há mais de 10 anos, também ganhou importância porque marcou uma mudança de patamar dos dois clubes. O Palmeiras vinha de um 2014 em que escapara da descida na última jornada e iniciou uma profunda reformulação comandada pela gestão de Paulo Nobre. Alexandre Mattos assumiu o futebol, 25 jogadores foram contratados ao longo de 2015, a Crefisa chegou como patrocinadora. Além disso, o Allianz Parque passou a representar uma nova fonte de receitas e identidade para o clube.

O título contra o Santos foi a primeira grande confirmação daquele projeto e abriu caminho para o que viria depois, com Brasileirões, Libertadores, mais Taças do Brasil e uma sequência de conquistas que transformou o Palmeiras numa das equipes mais vencedoras do país. Para o Santos, a trajetória foi quase inversa, com problemas administrativos, aumento do endividamento, instabilidade no futebol e uma longa seca de títulos. Falta perceber se o regresso de Neymar pode mudar o curso do caminho do Alvinegro Praiano.
