“Tivemos algumas dificuldades que não esperávamos, como algumas lesões em atletas importantes. A Júlia Melz, a nossa guarda-redes que ainda está fora e não sabemos até quando, mas no mínimo cerca de quatro a seis semanas, a Lídia Moreira e a Loira, e foi uma pré-época um pouco difícil. Mas os objetivos do Nun’Álvares são claros: é estar presente nas finais e, depois de lá estar, é óbvio que a ideia passa por vencê-las”, afirmou.
Em entrevista à agência Lusa num dia dedicado à comunicação social e promovido pela Federação Portuguesa de Futebol, o treinador projetou o futuro do conjunto de Fafe, alertando a estrutura que o acompanha para a uma necessidade “urgente” de se preparar a “dois, três anos” para que o clube se mantenha competitivo a curto e médio prazo.
“O futuro passa por a estrutura perceber que tem de trabalhar urgentemente a dois, três anos, porque se não o fizer é natural que um clube que está longe do Porto, que não tem o nome de um SC Braga, um Sporting, um Benfica, pode passar por algumas dificuldades se essas equipas, no caso do Braga, do Sporting ou o Leões de Porto Salvo, que já está na Liga, apostarem no feminino. Há que continuar a convencer as jogadoras a entrarem neste projeto”, salientou ainda.
O Nun’Álvares entra para 2026/27 como vice-campeão nacional, estatuto que Lídia Moreira pretende melhorar no final da temporada, propondo-se a arrecadar todas as competições domésticas – o campeonato e a Taça de Portugal e revalidar o título da Taça da Liga – depois de ter falhado a conquista da Supertaça, no arranque da temporada (derrota frente ao Benfica por 3-1).
“Não conseguimos concluir o primeiro objetivo, que era ganhar a Supertaça, mas temos vindo a trabalhar e evoluir no que esperamos que seja uma boa época. Começámos bem, com uma boa vitória, e agora esperamos continuar a fazer uma boa época, os objetivos do Nun’Álvares são claros, é chegar às finais e ganhar. No ano passado ganhámos dois títulos e queríamos mais, não conseguimos na final do campeonato, mas este ano os objetivos continuam iguais”, expressou a ‘pivot’ de 31 anos.
Melhor marcadora das fafenses na última época, com 29 golos em 30 jogos, a internacional portuguesa espera continuar a contribuir para o sucesso da equipa que representa e na qual confessa sentir-se muito a gosto.
“Claro que quero fazer uma boa época, mas o meu objetivo é sempre ajudar a equipa. Se conseguir ajudar com golos ou assistências para que consigamos a vitória, é esse o meu objetivo, mas o mais importante é a equipa ganhar e não o meu objetivo individual. Se conseguir ajudar dessa forma, com golos e assistências, para mim é igual desde que ganhemos. Acho que o Nun’Álvares tem um bom objetivo e uma boa equipa e por isso decidi vir para cá”, justificou, por fim.
