"Infelizmente no sincronizado as coisas não correram muito bem. Os dois têm que fazer a série e o Pedro Ferreira teve uma pequena falha, o que não permitiu que acabássemos a série”, explicou o ginasta, em declarações à agência Lusa no final da competição.
A dupla lusa, composta pelo olímpico Diogo Abreu e pelo ex-vice-campeão europeu Pedro Ferreira, classificou-se hoje no quarto lugar na final em trampolim sincronizado, com 32.470 pontos, após uma falha de Ferreira na segunda final.
Apesar do desfecho na final, Diogo Abreu recordou o desempenho nas preliminares, onde a dupla portuguesa evidenciou o seu valor.
“Tínhamos mostrado nas preliminares que somos dos pares mais fortes do mundo. Tínhamos batido o recorde nacional de nota e uma das notas mais altas do mundo. Até queríamos ter repetido esse feito aqui na final”, referiu.
O capitão luso considerou, ainda assim, que a experiência adquirida no europeu será determinante para o futuro: “Não conseguimos, mas isto serve para ganhar experiência e seguir em frente”, afirmou.
O ginasta destacou também o resultado alcançado no setor feminino, com a prata conquistada por Catarina Nunes e Sofia Correia no sincronizado feminino.
“Ficamos muito contentes que a Sofia e a Catarina tenham conseguido o segundo lugar para Portugal, o que é um feito. Penso que é inédito, o que mostra que Portugal está no bom caminho”, sublinhou.
Com o olhar já no futuro, Diogo Abreu apontou ao Campeonato do Mundo, agendado para novembro, e ao percurso rumo aos Jogos Olímpicos. “Agora é focarmo-nos no Mundial em novembro. Entretanto, temos algumas Taças do Mundo para preparar esse objetivo. No final do ano, na China, lá estaremos para lutar outra vez pelas medalhas e pelos Jogos Olímpicos”, assegurou.
O capitão destacou ainda a importância do tempo que dista até aos Jogos Olímpicos, considerando que o mesmo “é bom para ganhar experiência”.
“Temos tempo para preparar as nossas séries e depois iniciar o apuramento olímpico, como ocorreu nos últimos três ciclos olímpicos em que estive presente”, explicou.
Diogo Abreu salientou também a “saudável competitividade interna” na seleção portuguesa para decidir quem vai aos Jogos Olímpicos.
“Isso mostra que não há só uma pessoa muito boa em Portugal, mas que temos equipas completas muito boas, o que demonstra o valor do desporto português”, frisou.
Em jeito de balanço global do europeu que hoje terminou em Portimão, Diogo Abreu considerou a “participação muito positiva”.
“Foi positivo. Tenho mais experiência e olho para estas coisas numa perspetiva mais macro, não apenas para esta competição. A uns correu bem, a outros menos bem, mas aquilo que retiro daqui foi a atitude, a luta e a garra de todos. Não vi ninguém a encolher-se”, apontou.
Para o ginasta, estes sinais “são claros quanto ao futuro da modalidade” em Portugal, com ginastas muito bons, que mostra que o futuro está garantido nos trampolins.
“Ainda têm muitas provas para fazer e muita experiência para ganhar. Espero que agora voltem aos clubes com vontade de treinar ainda mais”, concluiu.
