“A ITA confirma que a ginasta Ana Maria Barbosu foi acusada de uma violação das normas antidopagem. (...) da Federação Internacional de Ginástica, por ter cometido três falhas de localização no período de 12 meses”, lê-se em comunicado da agência internacional, que não especifica as datas das mesmas.
Assim, “uma suspensão preventiva” foi imposta à medalhada em Paris-2024, que solicitou que o seu caso seja encaminhado para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), onde terá “a oportunidade de apresentar explicações e provas relativas a cada uma das suas três falhas de localização”, indica a ITA.
Ana Barbosu esteve envolvida numa situação insólita nos Jogos Olímpicos Paris-2024, onde conquistou o bronze no solo, perdeu-o e recuperou-o numa sucessão de decisões na secretaria.
A ginasta romena de 19 anos foi inicialmente terceira no concurso na capital francesa, mas a classificação foi corrigida após um protesto da delegação dos Estados Unidos, que levou a que a nota de Jordan Chiles fosse revista em alta, permitindo-lhe chegar ao bronze.
A Roménia recorreu ao TAS, que considerou que o protesto apresentado pelos norte-americanos chegou quatro segundos depois do prazo regulamentar, reatribuindo o bronze a Barbosu, uma decisão que o Comité Olímpico Internacional (COI) acatou.
No entanto, no final de janeiro, a justiça federal suíça anunciou que reenviava o caso para o TAS em "circunstâncias altamente excecionais", solicitando que o tribunal arbitral com sede em Lausana examine uma gravação audiovisual que pode provar que o recurso original dos Estados Unidos foi apresentado no limite permitido, de um minuto.
