McIlroy, que completou o Grand Slam de carreira com uma vitória emocionante no Masters no ano passado, revelou que, após anos a contar os dias até ao primeiro shot, a sua mentalidade mudou por completo.
"Durante os últimos 17 anos só queria que o torneio começasse, e este ano não me importava se o torneio nunca começasse", disse McIlroy, sorridente, aos jornalistas enquanto vestia a sua Green Jacket.
"É basicamente essa a diferença", acrescentou.
O norte-irlandês garantiu que vencer o Masters não o tornou menos ambicioso em voltar a lutar pelo título, mas alterou a forma como se sente ao percorrer o recinto.
"É totalmente diferente. Sinto-me muito mais descontraído", afirmou.
"Isso não me tira motivação para ir lá fora, jogar bem e tentar vencer o torneio, apenas estou mais relaxado", assumiu.
A nova tranquilidade de McIlroy ficou evidente numa conferência de imprensa abrangente, enquanto se preparava para, pela primeira vez, ser anfitrião do Jantar dos Campeões do Masters na terça-feira à noite, onde cabe a si escolher o menu.
"As pessoas continuam a perguntar-me, 'Porque não escolheste algo mais irlandês?' E eu respondi, porque também quero desfrutar do jantar", disse, arrancando risos aos jornalistas.
O cinco vezes vencedor de majors considera que Augusta pode agora ser a sua melhor oportunidade para aumentar o número de títulos do Grand Slam, graças à experiência acumulada neste campo.
"Acho que este", respondeu quando questionado sobre qual dos quatro majors melhor se adequa a si daqui para a frente.
Referiu que a sua familiaridade com o Augusta National distingue este torneio dos outros majors, cujos palcos mudam todos os anos.
"Acho simplesmente que aqui tudo é um pouco mais previsível", explicou.
"Quanto mais experiência se tem neste campo de golfe, melhor", acrescentou.
Nova perspetiva
O jogador de 36 anos acrescentou que espera ainda ter "10 boas oportunidades" para conquistar mais Green Jackets, sublinhando que a previsibilidade do campo e o seu longo historial em Augusta podem jogar a seu favor, mesmo com o passar dos anos.
No entanto, também sugeriu que o seu foco já vai além da busca que antes o definia.
"Acho que a história, no que me diz respeito, é o que faço daqui para a frente? O que me motiva? O que me faz levantar? O que ainda quero alcançar no desporto?", questionou.
Confessou que o Grand Slam de carreira chegou a parecer um ponto final, mas essa sensação mudou quando o alcançou.
"Acho que percebi que, se conseguirmos realmente encontrar prazer no percurso, isso é o mais importante, porque honestamente sentia que o Grand Slam de carreira era o meu destino, cheguei lá e percebi que afinal não era o destino", afirmou.
McIlroy afirmou que essa mudança também se reflete na forma como as pessoas lhe falam em Augusta.
"Agora há uma conotação muito mais positiva, em vez de, 'Rory, já esperamos há tanto tempo. Quando é que vais conseguir?'" referiu.
Para McIlroy, a maior diferença é simples: "É tão bom poder andar pelo recinto ou estar no campo de golfe sem sentir esse peso sobre mim."
