O golfista, vencedor de dois majors, não voltou a competir desde que abandonou o The Players Championship a meio de março, após apenas um buraco, devido a espasmos nas costas. Posteriormente, retirou-se também do torneio de preparação para o Masters, em San Antonio, na semana passada, devido à mesma lesão.
"A verdade é que estou a gerir isto dia a dia", disse Morikawa aos jornalistas em Augusta National: "Não estou exatamente onde queria estar, e é uma situação infeliz, mas é o corpo e não posso forçar. Tem sido também uma batalha mental, acho eu, tentar confiar no estado em que estou. As costas até se sentem bem. São outras partes do corpo que não estão a colaborar como eu gostaria."
Com sete títulos no PGA Tour, Morikawa tem estado a bater bolas ao longo da última semana, mas ainda não atingiu o nível de conforto desejado para o primeiro major do ano e admitiu que há alguns golpes que não consegue executar devido às limitações físicas e mentais.
"É um processo em construção. Mas todos os dias mantenho-me positivo, a tentar ultrapassar isto", afirmou Morikawa.
Passou parte da segunda-feira a disputar uma ronda de treino de nove buracos ao lado do tetracampeão de majors Scottie Scheffler e do número três mundial Cameron Young.
Morikawa, que este ano já venceu o AT&T Pebble Beach Pro-Am e terminou em quinto no Arnold Palmer Invitational, procura realizar a sua sétima participação no Masters esta semana em Augusta National, onde terminou sempre no top 20 nas últimas cinco edições.
"É frustrante, mas ao mesmo tempo não posso fazer nenhuma loucura e forçar o corpo a algo que ele não quer fazer", referiu Morikawa: "O que é curioso é que o jogo curto e o putting continuam a sentir-se ótimos. O putter está fantástico. Só falta conseguir levar a bola até lá, o que é precisamente o contrário do que tem sido a minha carreira até agora."
