O número 78 do mundo, Wyndham Clark, que começou o dia a cinco pancadas dos líderes provisórios Rory McIlroy e Sam Burns, assinou uma volta de 68 pancadas, quatro abaixo do par, alcançando assim o total de quatro abaixo no torneio, numa jornada quente e soalheira, com condições mais rápidas e exigentes que prometiam testar os jogadores que partiam mais tarde.
Após a sua volta, Wyndham Clark revelou uma forma pouco convencional, mas eficaz, de manter os pés assentes na terra quando a pressão aumenta no famoso campo da Geórgia.
"Uma das coisas aqui é olhar para cima e perceber onde estamos, num dos lugares mais bonitos do país", afirmou Clark.
"Depois, por vezes, também olhar para os buracos que se seguem e pensar: ainda tenho oportunidades de birdie, mesmo que tenha acabado de fazer um bogey", acrescentou.
Wyndham Clark, que conquistou o seu único major no Los Angeles Country Club há dois anos, não perdeu tempo a entrar no ritmo, somando três birdies consecutivos a partir do segundo buraco, um par cinco.
Um bogey no buraco 10, um par quatro onde a bola foi parar a um bunker junto ao green, interrompeu momentaneamente o seu ímpeto, mas dois birdies nos últimos buracos garantiram-lhe uma volta que o fez subir bastante na tabela, naquela que é apenas a sua terceira presença no Masters.
Depois da volta, Clark, de 32 anos, falou sobre a disciplina mental necessária para competir em Augusta National, fazendo uma comparação com o outro major que melhor conhece e que é considerado o maior teste do golfe.
"Entre provavelmente o US Open e o Masters, é preciso ser-se muito inteligente", disse Clark, cuja melhor classificação no Masters foi uma partilha do 46.º lugar, alcançada no ano passado.
"É preciso ser-se muito paciente. Vão surgir bogeys. O importante é tentar evitar os duplos. E aqui, em especial, também é possível fazer birdies. Se te aguentas, nunca sabes quando a tua sequência vai aparecer", concluiu.
