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Com golos de Kuryu Matsuki (12') e Maxi Araujo (42'), o encontro chegou empatado ao intervalo e, quando parecia que o empate se manteria até ao final, os japoneses aproveitaram dois erros da defesa celeste para marcar por intermédio de Kento Shiogai (90+2) e Ayase Ueda (90+6).

Apesar de ser apenas o primeiro jogo de Forlán no banco, ao antigo avançado resta-lhe muito trabalho para reconstruir uma equipa que continua a sofrer dos mesmos problemas de sempre: desajustes defensivos, falta de qualidade na construção, uso excessivo do passe longo e pouca eficácia no ataque.
Mal tinham as duas equipas tido tempo para se posicionar no relvado quando os nipónicos marcaram primeiro: Nakamura lançou Matsuki pela direita com um passe longo e o médio do Southampton, perante a passividade defensiva de Sanabria, rematou de pé esquerdo junto ao poste, sem hipótese para Mele (11').
Com o passar dos minutos, a presença de Rodrigo Bentancur no relvado foi crescendo e surgiu a primeira ocasião uruguaia, com um cabeceamento de Maxi Araujo defendido pelo guarda-redes nipónico, e Federico Viñas também não conseguiu aproveitar a recarga para marcar (39').
Três minutos depois, chegou o empate: Lucas Torreira (que não contava para Marcelo Bielsa) recuperou a bola e Bentancur organizou um ataque que terminou com o remate certeiro de Maxi, apesar de disparar de um ângulo muito apertado.
Com o carrossel de substituições na segunda parte em ambas as equipas, com destaque para a utilização de Rodrigo Zalazar, o jogo perdeu qualidade e Darwin Núñez não conseguiu aproveitar a melhor ocasião do Uruguai para passar para a frente.
Quando parecia que o jogo terminaria empatado, dois desajustes defensivos condenaram a Celeste: o Japão recuperou a bola no meio-campo e lançou um ataque rápido finalizado por Shiogai, com um remate rasteiro a aproveitar a ausência de defesas pelo lado esquerdo (90+2'); um golo que o VAR demorou vários minutos a validar devido a uma possível posição irregular.
Segundos depois da reposição, Junya Ito desfez a defesa uruguaia com um passe em profundidade e Ueda, a surgir de trás, apareceu isolado frente a Mele e bateu-o na saída (90+6').
Seguramente, pelos méritos de uns e outros, foi um castigo demasiado pesado para o Uruguai no seu primeiro jogo da digressão asiática, que o levará a defrontar a Coreia do Sul (28 de setembro em Seul) e a Índia (6 de outubro em Calcutá).
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