Num vídeo emotivo em que recorda não só os seus melhores momentos no futebol, mas também como a sua família cuidou dele, Ochoa anunciou o fim da sua carreira profissional.
"Nunca imaginei até onde um sonho me podia levar. Hoje só posso olhar para trás com orgulho e dizer: OBRIGADO. Obrigado à minha família. Obrigado aos meus companheiros. Obrigado a cada adepto que esteve presente em cada etapa do caminho. Levo comigo o carinho de milhões e a tranquilidade de ter dado tudo pelo México. O que vivemos ninguém nos tira. De coração, obrigado por tudo", foram as palavras que escreveu na sua despedida.
Carreira cheia
O lendário guarda-redes mexicano construiu uma longa carreira internacional com passagens marcantes pelo Club América (México), onde se formou e regressou mais tarde, e pelo futebol europeu, defendendo as cores do Ajaccio (França), Málaga e Granada (Espanha), Standard de Liège (Bélgica), Salernitana (Itália) e AEL Limassol (Chipre).
O grande destaque na fase final da sua carreira foi a surpreendente mudança para o AFS na época 2024/25, onde assinou para jogar pela primeira vez na Liga Portugal. A chegada de uma das maiores figuras da história da seleção do México à Vila das Aves trouxe enorme visibilidade mediática e liderança de topo à baliza do clube nortenho, despromovido na última temporada à Liga 2.
Uma lenda construída em Mundiais
Eternizado como uma das maiores lendas da história dos Campeonatos do Mundo, Guillermo Ochoa alcançou o estatuto de mito ao somar seis presenças em fases finais de Mundiais (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026).

O guardião construiu a sua reputação global precisamente nestes palcos, protagonizando exibição atrás de exibição memorável - com especial destaque para o lendário nulo frente ao Brasil em 2014 -, transformando-se num autêntico especialista de grandes torneios e num dos raros futebolistas no planeta a atingir uma longevidade tão impressionante ao serviço do seu país no maior palco do futebol mundial.
