Em entrevista à Liga Portugal, Gustavo Sá confirmou que rejeitou uma mudança para a Arábia Saudita, onde o Al Ittihad, na altura orientado por Sérgio Conceição, apresentou-lhe uma proposta de "um pouco mais" de 17,5 milhões de euros por três anos de contrato.
"Houve uma proposta e o Famalicão aceitou. Contudo, sempre estive de pé atrás, porque não era um passo que imaginava na minha carreira. Não era por me darem muito dinheiro que ia imaginar essa mudança. Não é por me darem mais um milhão ou menos um milhão - e estamos a falar de milhões como se fossem euros. Claro que às vezes penso que podia ser diferente, mas não me tira o sono. Creio que foi o melhor para mim", explicou Gustavo Sá, que vive a primeira aventura no estrangeiro ao serviço do Olympiacos, depois de uma carreira ligada desde a formação ao Famalicão.
"O Famalicão representa casa. Foi o clube que me acolheu dos 13 aos 21 anos. Fui capitão em alguns escalões da formação e também na equipa principal. Vou estar eternamente grato por tudo o que fizeram por mim, em especial ao presidente Miguel Ribeiro. Tanto eu como o clube estávamos preparados para esse momento", explicou o médio de 21 anos.
"Na Grécia estamos atrás do futebol português. Estamos a crescer cada vez mais, mas sabemos que ainda estamos atrás de outras ligas. Acho que o futebol grego tem potencial. Creio que o futebol português se distingue pela qualidade de jogo, por isso comparar a Liga Portugal com a liga grega é impossível", concluiu Gustavo Sá.

