Depois da vitória por 2-0 no Pavilhão João Rocha, o Sporting entrou no Dragão Arena sabendo que um triunfo garantiria a passagem à final. Cientes da urgência, os dragões, entre a espada e a parede, protagonizaram uma forte entrada e pressionaram a baliza de Xano Edo, mas acabaram surpreendidos após um mau passe de Rafa Costa. Nolito Romero recuperou o esférico junto à tabela, simulou a assistência e fletiu para o centro da pista, de onde desferiu um remate forte e colocado para inaugurar o marcador, aos cinco minutos.
Apesar do golpe, os azuis e brancos mantiveram a intenção de controlar o ritmo e chegaram ao empate dois minutos mais tarde. Gonçalo Alves - muito ativo na fase inicial - avançou pela direita e serviu o inevitável Carlo di Benedetto, que desviou fora do alcance de Xano Edo. O Clássico seguiu vivo, com ocasiões nas duas balizas, até uma paragem forçada devido a um lance que deixou Romero muito queixoso. Os ânimos aqueceram após o reatamento e uma troca de palavras mais acesa terminou com cartões azuis exibidos a Di Benedetto e Alessandro Verona.
No formato de 3x3, o Sporting voltou a ditar leis na transição. Os leões recuperaram a bola na sua área e partiram rapidamente em superioridade numérica, com Nolito Romero - outra vez ele - a conduzir e a finalizar a jogada com uma bomba que deixou Malián sem reação, fixando o resultado antes do descanso.
No regresso dos balneários, a turma de Paulo Freitas manteve o foco ofensivo, mas descurou a retaguarda. Logo no segundo minuto da segunda parte, Verona trabalhou bem atrás da baliza para servir Rafa Bessa na área. Em esforço, o português devolveu a gentileza ao italiano que, na cara de Malián, só teve de desviar para assinar o 1-3.
A resposta portista surgiu em dose dupla de grandes penalidades, mas Xano Edo agigantou-se ao negar o golo a Gonçalo Alves em ambas as ocasiões. Na resposta, Malián também travou um livre direto de Nolito Romero. Mesmo em power play, os dragões continuavam incapazes de quebrar o muro erguido pelo guardião leonino, que voltou a brilhar ao negar novo penálti de Gonçalo Alves, o terceiro seguido. Nota ainda para um momento de enorme desportivismo de Hélder Nunes, que optou por parar o jogo quando tinha tudo para atirar à baliza, após um choque que deixou Rafa Bessa muito queixoso.
Com a situação cada vez mais dificultada, os campeões europeus voltaram a desligar a ficha e foram punidos. Malián ainda travou o primeiro remate de Facundo Bridge, mas este recuperou a bola atrás da baliza e aproveitou a passividade de Ezequiel Mena para forçar o esférico entre o patim e o poste do guarda-redes, cavando o fosso para 1-4.
Os dragões entraram em desespero sem conseguirem quebrar a resistência de Xano Edo, enquanto os sportinguistas ainda foram desperdiçando ocasiões para dilatar a vantagem. Esta foi a primeira vez que o FC Porto foi eliminado numa série de play-offs sem vencer um jogo, caindo perante a superioridade dos leões em três jogos (3-7, 2-0 e 1-4). Este jogo marcou também a despedida de Edu Lamas da Invicta, visto que o galego deve regressar ao Liceo da Corunha por troca com César Carballeira.
A turma de Edo Bosch aguarda agora pelo desfecho da outra meia-final, que pode chegar ao fim já na quinta-feira, caso o Benfica vença diante do Óquei de Barcelos (15:00).
