Paulo Freitas (treinador do FC Porto):
"O jogo foi muito encaixado, físico, levado para os duelos, onde houve momentos em que estivemos por cima e outros com o Sporting esteve melhor. Estava muito repartido até cometermos um erro que nos foi fatal.
O Sporting, com o resultado empatado, revelou uma grande lucidez para atingir a vantagem que conquistou, com mérito. Estávamos preparados para o que nos poderia acontecer numa situação de 'under-play', não fomos depois capazes de aproveitar quando estivemos nós em superioridade a seguir.
Já estávamos com três golos de desvantagem e trabalhámos as situações mais com o coração do que com a cabeça, não houve a lucidez para fazer o que o adversário nos fez. A partir daí, seria sempre muito difícil.
Resta-me aquilo que os jogadores conseguiram entregar e dizer que esta equipa está habituada a momentos difíceis. Amanhã estaremos aqui a trabalhar para ir a Alvalade vencer".
Edo Bosch (treinador do Sporting):
"Foi um jogo muito equilibrado, entre duas grandíssimas equipas, com grandíssimos artistas que se respeitam muito. A primeira parte foi, para mim, um espelho do que serão os jogos que faltam com o FC Porto, sejam dois, três ou quatro.
Foi a quinta vez que defrontámos o FC Porto (esta época) e são sempre jogos muito equilibrados, com prolongamentos e tudo isso, e acredito que os próximos serão iguais. A verdade é que, neste jogo, o 'quatro para três', que praticámos muito bem, nos deu uma margem de três golos e, a faltarem oito minutos, conseguimo-la conservar.
Logicamente, saberíamos que tínhamos de ganhar um jogo no Dragão para levar a decisão para nossa casa. Mas cada jogo terá a sua história, temos de esquecer completamente este, porque o próximo será diferente. Vamos tentar repetir as coisas que fizemos bem, que foram muitas, e corrigir onde estivemos menos bem".
