"Humilharam-me e mancharam-me quando joguei a CAN estando lesionado", denunciou o capitão gabonês numa entrevista televisiva na terça-feira. "Foi a gota de água que fez transbordar o copo e prefiro parar por aqui."
O melhor marcador da história das Panteras do Gabão fica com um sabor amargo depois de ter sido apontado pelo governo gabonês como responsável pelo fracasso na Taça das Nações Africanas (CAN) 2025. O Gabão foi eliminado da competição logo na fase de grupos após três derrotas, incluindo uma última frente à Costa do Marfim (3-2).
"É uma parte da identidade nacional que fica fragilizada", comentou então o presidente gabonês Brice Clotaire Oligui Nguema.
Em resposta, o governo decidiu dissolver a equipa técnica, suspender a seleção nacional até nova ordem, bem como afastar Pierre-Emerick Aubameyang e Bruno Ecuele Manga.
A suspensão destes veteranos da seleção provocou uma onda de indignação entre os adeptos gaboneses.

"Penso que os problemas da equipa são muito mais profundos do que a pequena pessoa que sou", reagiu Aubameyang.
O avançado gabonês lançou-se num provável último desafio na Europa ao deixar o Marselha – pela segunda vez – para se juntar ao Deportivo da Corunha, que regressa à elite espanhola após uma longa travessia no deserto. Já marcou três golos pela sua nova equipa.
O novo selecionador nacional do Gabão, Sébastien Migné, terá de lidar com a retirada do seu capitão numa altura em que a equipa prepara os próximos compromissos das eliminatórias da CAN.
Ausente do Mundial-2026, o Gabão terá como objetivo qualificar-se para a próxima CAN, agendada para o Quénia, Tanzânia e Uganda, de 19 de junho a 17 de julho de 2027.
